Semana Mundial do Glaucoma, um alerta para a doença silenciosa

Na Semana Mundial do Glaucoma, de 12 a 18 de março, o Grupo Português de Glaucoma faz campanha pública para lembrar o caráter silencioso da doença. ‘Roubos de visão’ que afetam 150 mil portugueses.

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Visão. Foto: DR

Grupo Português de Glaucoma (GPG) da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia lança campanha de sensibilização do Glaucoma na Semana Mundial do Glaucoma, que decorre de 12 a 18 de março, e organiza a sua reunião científica anual de debate sobre a patologia, que decorrerá em Peniche, nos dias 17 e 18 de março.

A campanha pública vai procurar “sensibilizar a população para os perigos de uma doença que se estima afete mais de 150 mil portugueses” e com incidência a aumentar com a idade. A campanha consiste “em 210 faces da rede MUPI e 72 faces digitais de centros comerciais em Lisboa, Porto e Coimbra, entre 8 e 14 de março”.

O GPG chama a atenção que “o glaucoma é subdiagnosticado e ‘silencioso’ ao provocar danos progressivos na visão sem aviso até às fases mais avançadas da doença. Apesar de o tratamento ser eficaz na estabilização da patologia, é incapaz de reverter as lesões já provocadas. Isto significa que quanto mais precoce o diagnóstico, maior é a visão preservada.”

António Figueiredo, coordenador do GPG, explica que o objetivo da campanha é “esclarecer os portugueses sobre uma doença oftalmológica que não tem sintomas na sua fase inicial. O glaucoma é uma espécie de ‘ladrão silencioso’ que vai ‘roubando’ a visão sem que o doente se aperceba. Quando os sintomas se instalam já não é possível revertê-los.”

Com a campanha, o GPG pretende que a população esteja consciente dos riscos e leva-la a “procurar regularmente o oftalmologista para prevenir ou tratar atempadamente o glaucoma”.

O glaucoma afeta cerca de 80 milhões de pessoas em todo o mundo e representa um problema não só de oftalmologia mas também de saúde pública. É a segunda causa mundial de cegueira, com cerca de 9 milhões de cegos por glaucoma em todo o mundo, e a primeira causa de cegueira irreversível evitável.

De acordo com o GPG “estima-se que mesmo nos países desenvolvidos só cerca de 50% dos portadores de glaucoma sejam diagnosticados e tratados porque a maioria dos doentes inicialmente não tem alterações visuais percetíveis.”

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