Sindicato Independente dos Professores e Educadores defende encerramento das escolas

Face à evolução da pandemia o SIPE – Sindicato Independente dos Professores e Educadores defende encerramento das escolas, dado que o #Estudo em Casa proporciona maior equidade entre alunos do que manter as escolas abertas.

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Sindicato Independente dos Professores e Educadores defende encerramento das escolas
Sindicato Independente dos Professores e Educadores defende encerramento das escolas. Foto: © Rosa Pinto

O SIPE – Sindicato Independente dos Professores e Educadores, defende que durante o atual período de confinamento geral o Governo deve encerrar as escolas. Para o SIPE o programa #Estudo em Casa, também conhecido por telescola, que resulta da parceria entre a RTP e o Ministério da Educação, proporciona atualmente maior equidade entre alunos no acesso às aulas, do que manter as escolas abertas.

Para o SIPE, e tendo em conta vários relatos de professores, é preferível ficarem todos os alunos confinados em simultâneo, do que em momentos diferentes, como está a acontecer em escolas de todo o País, em que com o isolamento de alunos infetados pela COVID-19 e de alunos identificados como contactos de risco, por indicação das autoridades de saúde, se chega a situações de ficar um só aluno na sala de aula com o professor, e a restante turma estar em casa, em ensino não presencial.

O Sindicato entende que o programa #Estudo em casa é um recurso importante para chegar a todos os alunos e reduzir o tempo das aulas síncronas e assíncronas ao mínimo necessário, mantendo-os ligados à escola e permitindo conciliar o teletrabalho por parte dos outros elementos de família, durante o confinamento. Um período de 15 dias, não traz danos irreparáveis nas aprendizagens e o calendário escolar já foi alargado para fazer face aos constrangimentos da pandemia. Caso necessário, o Ministério pode, inclusivamente, reforçar as emissões do #Estudo em Casa, alargando-as, eventualmente, à RTP 2.

A par do apelo feito ao Governo, desde o primeiro instante, para que encerrasse das escolas neste novo confinamento geral, o SIPE defende ainda a colaboração destas instituições no acolhimento dos filhos ou outros dependentes dos trabalhadores dos serviços essenciais, tal como aconteceu durante o confinamento geral de março e abril do ano passado.

Para o SIPE, manter escolas abertas durante o confinamento é estar a negligenciar focos de contágio e ignorar um risco que não afeta só os dois milhões de pessoas que fazem parte da comunidade educativa, mas todo o País. Protelar o fecho das escolas é estar a agravar uma situação que, segundo os especialistas, poderá vir a transformar-se numa catástrofe.

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