Verdes Europeus: Ameaças de Donald Trump sobre a Gronelândia são “inaceitáveis”

Verdes Europeus: Ameaças de Donald Trump sobre a Gronelândia são “inaceitáveis”
Verdes Europeus: Ameaças de Donald Trump sobre a Gronelândia são “inaceitáveis”. Foto: Rosa Pinto

Governos europeus e partidos políticos têm vindo a assumir posições sobre a pretensão do Presidente dos EUA, Donald Trump, tomar conta da Gronelândia com a justificação da importância para a segurança dos EUA. Entre os vários partidos, o Partido Verde Europeu reagiu veementemente à declaração da Casa Branca, na terça-feira, de que o uso da força militar dos EUA contra a Gronelândia é “sempre uma opção”.

A Gronelândia é um território autónomo dentro do Reino da Dinamarca, e o seu futuro só pode ser decidido pelo seu povo, no pleno respeito pelo direito internacional. A linguagem utilizada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, espelha o discurso empregue por Putin sobre a Crimeia e o Donbas antes do ataque ilegal à Ucrânia. A história mostra onde esta retórica imperialista conduz. Recorrer à chamada ‘lei do mais forte’ mina a segurança internacional e torna o mundo menos seguro para todos”, afirmou, citado em comunicado, Ciarán Cuffe, copresidente do Partido Verde Europeu

Ciarán Cuffe acrescentou: “Além disso, um membro da NATO atacar outro membro da NATO levaria, obviamente, ao fim da NATO. As declarações de Trump são inaceitáveis ​​e exigem uma resposta clara, calma e firme.”A sugestão de ontem do secretário de imprensa do governo dos EUA de que “utilizar as Forças Armadas dos EUA é sempre uma opção à disposição do Comandante-Chefe é uma retórica perigosa e inflamada. O Partido Verde Europeu apoia a abordagem adotada pelo governo dinamarquês e pelo governo da Gronelândia.

Também, Vula Tsetsi, copresidente do Partido Verde Europeu, afirmou: “A Gronelândia não é moeda de troca e o seu futuro não está à venda. As ameaças de utilização da força militar não têm lugar na Europa e também não têm lugar no século XXI. Embora a declaração conjunta dos líderes europeus e do primeiro-ministro dinamarquês seja um primeiro passo necessário, deve ser seguida com urgência por uma posição clara, unida e intransigente da UE em plena defesa da soberania e autodeterminação da Gronelândia.

As ameaças de Donald Trump não são apenas irresponsáveis, atingem os próprios alicerces do sistema multilateral construído após a devastação da Primeira e da Segunda Guerra Mundial.” A União Europeia foi criada precisamente para pôr fim à lógica da política de poder, do imperialismo e da intimidação territorial. A UE tem o dever de defender o direito internacional e de se posicionar inequivocamente ao lado do povo da Gronelândia. Isto não diz apenas respeito à Gronelândia, mas ao próprio futuro da Europa”, acrescentou Vula Tsetsi.