Visa indica cinco tendências que podem vão marcar o setor dos pagamentos em 2026

Visa indica cinco tendências que podem vão marcar o setor dos pagamentos em 2026
Visa indica cinco tendências que podem vão marcar o setor dos pagamentos em 2026

A Visa publicou a análise anual sobre as tendências que considera irão moldar o setor dos pagamentos em 2026. A análise feita pela Visa destaca a convergência de tecnologias como a Inteligência Artificial (IA), a blockchain e os ativos digitais, a passar de tendências emergentes a componentes estruturais da economia global. Componentes estruturais que marcarão um ponto de inflexão no setor.

Uma das principais transformações será a crescente adoção do agentic commerce, com assistentes de IA capazes de pesquisar, comparar e realizar compras em nome dos consumidores, refere a Visa. Uma evolução que reforça a importância da identidade digital como um dos principais ativos a proteger no comércio eletrónico.

O uso de IA por redes criminosas está a tornar a fraude mais sofisticada, com um foco crescente no roubo de identidades. Um cenário que leva a Visa a identifica 2026 como um ano crítico para reforçar a cooperação entre instituições financeiras, empresas tecnológicas, comerciantes e entidades públicas na proteção dos sistemas de pagamento.

O estudo da Visa destaca também a consolidação das stablecoins como instrumento relevante no ecossistema financeiro, impulsionada por um maior enquadramento regulatório e pela sua aplicação em pagamentos internacionais, transferências empresariais e remessas.

No comércio eletrónico, a Visa prevê a redução progressiva do checkout manual, com a adoção de carteiras digitais, pagamentos integrados e credenciais tokenizadas, o que contribui para processos de compra mais simples e seguros.

No entanto, apesar da digitalização acelerada, o numerário continuará a ter relevância. Mas 2026 deverá ser o primeiro ano em que mais de metade dos pagamentos globais será realizada através de meios eletrónicos.

No conjunto, as tendências apontam para uma transformação estrutural do sistema de pagamentos, que para a Visa deverão ter impactos significativos na eficiência, competitividade e inclusão financeira, consolidando uma nova fase da infraestrutura financeira global.

“Em Portugal, estamos a viver uma fase de forte aceleração da digitalização dos pagamentos, impulsionada pela convergência de tecnologias como a inteligência artificial, a blockchain e os ativos digitais. A Visa está no centro desta transformaçãoe tem vindo a apoiarbancos, comerciantes e parceiros locais com uma infraestrutura de escala mundial, capacidades tecnológicas e soluções que permitem oferecer experiências de pagamento cada vez mais simples, seguras e fiáveis. A nossa perspetiva global permite-nos antecipar tendências e adaptá-las à realidade do mercado português, ajudando o ecossistema a preparar-se para um ponto de viragem que será decisivo em 2026”, referiu, citada em comunicado, Rita Mendes Coelho, Country Manager da Visa em Portugal.

As cinco previsões da Visa para 2026

1.O comércio com agentes entra no mainstream: A IA irá transformar a experiência de compra, com agentes digitais capazes de pesquisar, comparar e adquirir produtos em nome dos consumidores. Funcionalidades como botões “Comprar por mim” deverão tornar-se comuns no retalho digital, o que irá exigir elevados padrões de segurança, nomeadamente através de pagamentos tokenizados e identidade verificada.

2.A proteção da identidade entra na era da IA: O uso crescente de IA por redes criminosas tornará a fraude mais aprimorada, com um foco no roubo de identidades completas. A Visa antecipa que 2026 será decisivo para o reforço da cooperação entre bancos, comerciantes, fintechs e governos, com vista ao desenvolvimento de tecnologias de segurança avançadas e capacidades partilhadas.

3.As stablecoins ganham escala: As stablecoins deverão afirmar-se como um componente relevante da infraestrutura global de pagamentos, impulsionadas por maior clareza regulatória e pela sua aplicação em pagamentos transfronteiriços, transferências empresariais e remessas. A Visa já suporta mais de 130 programas de cartões ligados a stablecoins em mais de 40 países, facilitando a sua utilização no quotidiano.

4.O fim gradual do checkout manual: A introdução manual de dados de cartão tende a desaparecer, dando lugar a carteiras digitais, botões de compra integrados e credenciais tokenizadas. Esta evolução permite experiências de pagamento mais rápidas e seguras, o que resulta numa redução de fraudes e do abandono de carrinhos no comércio online.

5.O dinheiro físico mantém-se, mas perde terreno: Embora o numerário não desapareça, 2026 deverá marcar o momento em que mais de metade dos pagamentos globais passa a ser realizada por meios eletrónicos. Pagamentos por aproximação (contactless) e carteiras móveis continuarão a impulsionar a digitalização de transações de baixo valor, tradicionalmente dominadas pelo dinheiro físico.

O ano de 2026, como prevê a Visa, promete ser um ano decisivo para o setor, com a digitalização a impulsionar novas formas de pagamento e a redefinir os movimentos de dinheiro, tanto no consumo como nas transações empresariais.