Investigadores portugueses recebem bolsas da ERC

Três investigadores portugueses foram reconhecidos pelo Conselho Europeu de Investigação (ERC) com bolsas avançadas para o desenvolvimento de investigação nos domínios das Ciências da Vida, Ciências Sociais e Humanidades e Ciências Físicas e Engenharia.

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Carlos Moedas, Comissário Europeu

Cristina Bastos, antropóloga e investigadora sénior do Instituto de Ciências Sociais, da Universidade de Lisboa, viu reconhecida, pelo ERC, a proposta de investigação The Colour of Labour: The Racialized Lives of Migrants.

Luís Oliveira e Silva, Professor de física no Instituto Superior Técnico, e cientista nos domínios da física de plasma, vai poder dedicar-se à investigação no projeto In Silico Pair Plasmas: from ultra intense lasers to relativistic astrophysics in the laboratory, que mereceu o reconhecimento da ERC.

Carlos da Silva Caldas é outro dos investigadores reconhecidos com bolsa avançada do ERC. O cientista e professor de oncologia encontra-se atualmente a desenvolver investigação na Universidade de Cambridge, no domínio do cancro da mama, viu reconhecido a seu projeto Clonal and Cellular Heterogeneity of Breast Cancer and its Dynamic Evolution with Treatment.

O Conselho Europeu de Investigação (ERC) reconheceu com bolsas avançadas (Advanced Grants) 277 investigadores, num total de 647 milhões de euros. Estas bolsas atribuídas no âmbito do programa Horizonte 2020, vão permitir que “os investigadores continuem a realizar investigação de fronteira com impacto potencialmente inovador para a ciência e para a sociedade”, indica o Conselho Europeu de Investigação.

Para Carlos Moedas, Comissário europeu responsável pela Investigação, Ciência e Inovação, estes investigadores a quem foi atribuída a bolsa ERC são “pessoas cujas descobertas podem dar origem a novas indústrias e a novos mercados e contribuir para o bem-estar do planeta”, ou seja, gerar mais “oportunidades de emprego e crescimento económico para a Europa”.

Jean-Pierre Bourguignon, Presidente da ERC, referiu que “é inspirador ver a qualidade e ambição dos projetos apresentados”, e agora, existe ansiedade para “ver que avanços importantes irão sair destes projetos, cujo principal motor é a curiosidade científica”.

O Conselho Europeu de Investigação recebeu, para a atual atribuição de Advanced Grants, 1.953 candidaturas de investigadores de 29 nacionalidades. Da seleção, as nacionalidades com maior número de bolsas aprovadas foram os britânicos com 47 e alemães também com 47, nos lugares seguintes ficaram os italianos com 26, os franceses com 25 e os holandeses com 20.

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