SHERPA: Avalia qualidade do ar nas áreas urbanas

Aplicação informática desenvolvida por cientistas europeus permite avaliar se as decisões políticas dos governos e das autarquias, sobre qualidade do ar, estão a produzir efeitos. E quais as medidas que devem ser tomadas.

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Tráfego em cidade
Tráfego em cidade. Foto: © PE

Uma nova ferramenta de modelação para comparar e fornecer dados sobre a qualidade do ar está já disponível. A SHERPA (Screening for High Emission Reduction Potential on Air) é uma ferramenta que calcula a qualidade do ar a partir, por exemplo, das emissões do tráfego ou do aquecimento residencial.

Esta nova ferramenta projetada por cientistas do Joint Research Centre (JRC), da Comissão Europeia, tem como objetivo apoiar as autoridades públicas na seleção de políticas sólidas para melhorar a qualidade do ar nas zonas urbanas.

A aplicação SHERPA está configurada para funcionar com um conjunto predefinido de dados de entrada (incluindo inventários de emissões de gases), que cobrem toda a Europa, em alta resolução (7X7 km).

Um teste simples e direto, das novas políticas de qualidade do ar, em qualquer domínio específico, na Europa, pode ser executado com a nova ferramenta. Ao mesmo tempo, e graças à flexibilidade do software, também podem ser usados dados de alta qualidade produzidos localmente.

Depois de ser feito o download do software SHERPA para um PC, a aplicação informática permite aos utilizadores avaliar rapidamente e facilmente o alcance do efeito das políticas locais sobre a qualidade do ar.

A aplicação pode ajudar os decisores políticos a encontrar uma solução para melhorar a qualidade do ar numa determinada área a partir de medidas locais, e identificar os sectores-chave e os poluentes a serem abordados.

Mas a SHERPA permite também ser utilizada para calcular a contribuição para a qualidade do ar que vem de regiões ou áreas vizinhas.

Países europeus não cumprem valores-limite de poluição

A qualidade do ar é um desafio em curso na União Europeia. Em 2015, 16 dos 28 Estados-Membros não cumpriu com os valores-limite de qualidade do ar. A situação é mais difícil nas cidades, onde 90% da população, de acordo com os valores-limite definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), continua exposta a níveis de poluição prejudiciais à saúde e que conduzem à morte.

Os decisores políticos a nível europeu e a nível local estão a tomar medidas para melhorar a qualidade do ar nas zonas urbanas. Mas embora existam muitas intervenções que podem ser feitas à escala da cidade, como sejam as ligadas aos transportes públicos, ou à utilização de energias renováveis no aquecimento e arrefecimento das casas, os políticos devem avaliar as consequências das decisões na qualidade do ar local.

A eficácia dessas políticas depende muitas vezes de uma combinação de fatores específicos, tais como a meteorologia ou a topografia, só para citar alguns fatores. Agora a ferramenta desenvolvida no JRC pode ajudar na avaliação das decisões politicas.

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