Chipre preside ao Conselho da UE no primeiro semestre de 2026 com lema “Uma União Autónoma. Aberta ao Mundo”

Chipre preside ao Conselho da UE no primeiro semestre de 2026 com lema “Uma União Autónoma. Aberta ao Mundo”
Chipre preside ao Conselho da UE no primeiro semestre de 2026 com lema “Uma União Autónoma. Aberta ao Mundo”.

O Chipre assume a Presidência do Conselho da União Europeia (UE) de 1 de janeiro a 30 de junho de 2026. Uma presidência que adota o lema: “Uma União Autónoma. Aberta ao Mundo”. Um lema que “reflete uma abordagem voltada para o futuro, que combina força e independência internas com abertura, cooperação e comprometimento global.”

Na apresentação do programa da presidência cipriota é indicado que “o Chipre assume a Presidência do Conselho da UE num contexto de aguda turbulência geopolítica e imprevisibilidade. Mas este momento não é inédito. A Europa já enfrentou crises complexas, até mesmo existenciais, e respondeu evoluindo e intensificando-se para atender às exigências da época. O que é novo é a intensidade, a pluralidade e a complexidade dos desafios, bem como o que este momento exige da nossa União. A autonomia é o próximo passo necessário na evolução do nosso projeto de integração europeia. Precisamos de uma Europa sem divisões”.

Tendo que a autonomia europeia é multifacetada e complexa, que abrange desde a segurança e a defesa até à energia e ao comércio, à competitividade, à transição ecológica e à inovação digital, bem como à coesão social, incluindo habitação acessível. As prioridades para os seis meses da presidência do Chipre são indicadas como uma abordagem aos temas:

  • Autonomia através da Segurança, Prontidão e Preparação para a Defesa
  • Autonomia através da Competitividade
  • Aberto ao mundo, autónomo
  • Uma União Autónoma de Valores que Não Deixa Ninguém Para Trás
  • Um orçamento de longo prazo para uma União Autónoma
  • Transformando desafios em oportunidades.

Para a presidência cipriota do Conselho da UE “chegou a hora da Europa definir e remodelar o seu futuro, adotando uma abordagem assertiva em prol da autonomia. É isso que se espera de um líder global e de um parceiro estável e previsível, firmemente ancorado no multilateralismo e plenamente comprometido com a Carta das Nações Unidas e o direito internacional, incluindo o direito internacional do mar. Esses princípios orientam a construção de uma relação sólida por meio de parcerias robustas baseadas em regras.”

Durante os seis meses a presidência cipriota compromete-se a atuar “como um mediador responsável e honesto, respeitando integralmente a ética institucional e em estreita cooperação com o Parlamento Europeu e a Comissão Europeia, para transformar desafios em oportunidades e garantir que a nossa ambição seja acompanhada de ações e resultados tangíveis.”