
O antigo edifício do Ministério da Educação na Avenida 5 de outubro, em Lisboa, vai ser a nova sede da Universidade Aberta. A decisão adotada em Conselho de Ministros vai dotar a instituição a Universidade de instalações consideradas “adequadas à implementação da visão estratégica de modernização e expansão da Universidade, garantindo simultaneamente que o imóvel se mantém ao serviço do ensino e do interesse público.”
Em comunicado, a Universidade Aberta indica que “a decisão é de elevada relevância estratégica para o futuro da instituição e permite pôr fim à situação de desocupação e progressiva degradação do imóvel da Avenida 5 de Outubro, assegurando-lhe um uso nobre e coerente com a sua história.”
Dados da Universidade Aberta indicam que atualmente a instituição de ensino superior possui mais de 13 000 estudantes em licenciaturas, mestrados e doutoramentos, além de uma população de cerca de 8 000 estudantes em cursos não conferentes de grau (micro-credenciais, pós-graduações, etc.).
A instituição tem vindo a crescer nos últimos anos, nomeadamente entre os anos letivos 2018/2019 e 2025/2026 em que cresceu 123% no número de estudantes em licenciaturas, mestrados e doutoramentos e um crescimento de 279% em cursos não conferentes de grau.
Entre os diversos colaboradores a Universidade Aberta possui 134 docentes e investigadores de carreira, 28 docentes convidados (ETI), 203 trabalhadores não docentes e mais de 240 tutores.
O crescimento da instituição exige ser dotada de uma nova sede, pois, modernizando as suas infraestruturas físicas e tecnológicas e concentrando, num único espaço, todos os serviços e unidades orgânicas atualmente dispersos pela cidade de Lisboa, levará a evidentes ganhos de eficiência, racionalidade e coesão institucional.
O novo edifício, como refere a Universidade, permitirá ainda a criação de um polo dedicado ao acolhimento de empresas e projetos dedicados às tecnologias educativas, o que irá potenciar durante a próxima década “a articulação da universidade com os modelos mais recentes de ensino a distância, Inteligência Artificial (IA) educativa, learning analytics, tutoria adaptativa e avaliação formativa digital, integração de realidade virtual, entre outros.”
Do projeto para a nova sede está pensada “a instalação de um avançado estúdio de produção digital, em linha com as melhores universidades europeias de ensino a distância, que apoiará na diversificação de formatos pedagógicos, como laboratórios virtuais, simulações, conteúdos imersivos e recursos multimédia adaptados a diferentes públicos e contextos de aprendizagem.”
Com a decisão do Governo, a Universidade Aberta irá adquirir o edifício da Avenida 5 de Outubro, num investimento que será, em parte, em dinheiro e outra parte por permuta de património em imóveis que possui na Rua da Imprensa Nacional e na Rua da Escola Politécnica (o designado Palácio Ceia), ambos em Lisboa, e onde estão instalados atualmente parte dos seus serviços.













