CONFAGRI manifesta preocupação com proposta da PAC pós-27 e desafia Parlamento e Governo a defender a agricultura nacional

CONFAGRI manifesta preocupação com proposta da PAC pós-27 e desafia Parlamento e Governo a defender a agricultura nacional
CONFAGRI manifesta preocupação com proposta da PAC pós-27 e desafia Parlamento e Governo a defender a agricultura nacional. Foto: Rosa Pinto

A Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal – CONFAGRI referiu em comunicado que alertou os vários grupos parlamentares, no dia 03 de fevereiro de 2026, em audição parlamentar, para a situação lesiva que, no seu entender, representa a proposta, apresentada pela Comissão Europeia, da PAC pós-27, para o setor agroalimentar.

Nuno Serra, Secretário-Geral da CONFAGRI, na audição parlamentar, lançou o desafio para que “os grupos parlamentares não se demitam de ter uma voz ativa na opção que Portugal irá assumir relativamente à proposta da PAC”, sublinhando que “sem uma posição forte e consensual em defesa do nosso setor, Portugal poderá ficar irremediavelmente para trás na corrida pela competitividade”.

A proposta é, considerada pela CONFAGRI, “como a mais disruptiva e nefasta para o setor desde que a PAC foi criada e que inverte os princípios basilares de uma Política Comum” ao passar a “dar permissividade a cada Estado-Membro de atribuir o nível de apoio que pretende ao setor agroalimentar”, pelo que a Confederação considera que é importante que Portugal dê a devida importância à proposta e que “não apoie uma política que irá gerar uma Europa a várias velocidades no setor agroalimentar com diferentes níveis de competitividade interna entre os seus Estados-Membros”.

A ser aprovada a atual proposta com o assumir do livre-arbítrio atribuído a cada Estado-Membro para determinar “o montante de verbas a dedicar exclusivamente ao setor agroalimentar e desenvolvimento rural, assim como as taxas de cofinanciamento a implementar”, a posição do Governo Português vier a adotar em relação à proposta PAC pós-27 será, no entender da CONFAGRI “essencial para o futuro do setor em Portugal”.

A CONFAGRI referiu que em face da gravidade da situação “defende a necessidade urgente de um alinhamento estratégico entre as entidades representativas do setor, o Parlamento Nacional e o Governo Português, de modo a salvaguardar a competitividade, a coesão e a sustentabilidade da agricultura nacional no quadro europeu e mundial.”