A Ucrânia de celeiro da Europa a guerra está a criar uma crise de segurança alimentar

A Ucrânia de celeiro da Europa a guerra está a criar uma crise de segurança alimentar
A Ucrânia de celeiro da Europa a guerra está a criar uma crise de segurança alimentar. Foto: ©UE

Em discurso na reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, António Costa, Presidente do Conselho Europeu, afirmou que “todos os meses, milhares de pessoas são mortas. Casas, escolas, hospitais e infraestruturas de energia e água são deliberadamente destruídas na Ucrânia.”

António Costa estabeleceu uma ligação da inflação no mundo com a Guerra na Ucrânia, e referiu: “Antes da guerra, a Ucrânia – o “celeiro da Europa” – alimentava 400 milhões de pessoas por ano em todo o mundo por meio de exportações de alimentos. Agora, os ataques da Rússia ao porto de Odessa criaram uma crise de segurança alimentar, alimentando a inflação global, com consequências particularmente graves para países da África.”

Sem fazer qualquer referência às causas que originaram a guerra, o Presidente do Conselho Europeu declarou que “os ataques da Rússia contra a Ucrânia também ameaçam a segurança de civis muito além das fronteiras ucranianas.”

Para o líder europeu, e no seu entender, “é inaceitável que a Rússia venha ameaçando repetidamente a segurança dos Estados-membros da União Europeia nos últimos 12 meses”, e isso afirmou: “Trata-se de uma escalada perigosa.”

“E, por último, mas não menos importante, os projetos imperialistas revisionistas da Rússia trouxeram morte e imenso sofrimento a centenas de milhares de seus próprios cidadãos” afirmou António Costa, “e para quê?”

Passados mais de quatro anos de guerra, a conclusão do líder europeu é de “a Rússia não conseguiu atingir nenhum dos seus objetivos declarados nesta guerra. A chamada operação especial não conseguiu ocupar a Ucrânia; não conseguiu impor uma mudança de regime na Ucrânia; e não conseguiu enfraquecer a determinação e a unidade da Europa em apoiar a Ucrânia.”

Mas, para António Costa, “chegou a hora de pôr fim a esta guerra. A escalada e a expansão do conflito serão desastrosas para a comunidade internacional. O único caminho a seguir é a diplomacia e um cessar-fogo imediato. Os esforços de paz até agora não produziram nenhum avanço. Mas precisamos persistir”, e “a União Europeia apoia todos os esforços para pôr fim a esta guerra.”

Sem especificar os esforço que a União Europeia está a fazer para o fim da guerra, para além de continuar a apoiar os esforços de guerra com o fornecimento de drones e mísseis, António Costa referiu que “as condições para uma paz verdadeira são bem conhecidas. Ela deve respeitar a soberania da Ucrânia, sua integridade territorial e o direito da Ucrânia de escolher seu próprio futuro. Em resumo, deve respeitar a Carta das Nações Unidas. E deve fornecer à Ucrânia garantias de segurança credíveis para assegurar uma paz duradoura.”

O Presidente do Conselho Europeu concluiu o discurso no Conselho de Segurança das Nações Unidas como o apelo “a toda a comunidade internacional para que se junte à União Europeia nos nossos esforços para pôr fim a esta guerra”, e que “usem toda a vossa influência sobre a Rússia, para que, até à nossa reunião no próximo ano, tenhamos finalmente alcançado uma paz justa e duradoura na Ucrânia e na Europa.”