Como proteger as infraestruturas críticas contra drones vulgares

Como proteger as infraestruturas críticas contra drones vulgares
Como proteger as infraestruturas críticas contra drones vulgares

Diversos tipos de drones estão atualmente disponíveis no comércio e podem ser adquiridos por qualquer cidadão. Esta acessibilidade tem implicações para a segurança das infraestruturas críticas, como aeroportos, centrais de energia, estádios desportivos, penitenciárias e muitas outras instalações e eventos.

As tecnologias tradicionais de deteção de drones, como o radar, têm-se mostrado ineficazes na identificação destes veículos devido ao pequeno tamanho e à baixa altitude de voo.

Com o avanço contínuo da tecnologia de drones, investigadores estão a desenvolver novas técnicas para os detetar, como é o caso de Huaxia Wang, da Universidade Rowan, que lidera uma equipa de jovens em graduação e em pós-graduação na vanguarda do desenvolvimento de novos sistemas de deteção de drones.

Neste projeto é combinada a experiência em IA e em telecomunicações na deteção de drones. É incluída uma antena para capturar sinais de radiofrequência transmitidos entre o drone e operador, permitindo que o sistema detete o drone e estime a localização do drone e do operador.

Mas, como existem dezenas de tipos diferentes de drones, Huaxia Wang e a equipa precisam primeiro de recolher a “assinatura” de sinal de cada tipo. Após, o segundo componente do processo inclui um algoritmo de inteligência artificial capaz de detetar, classificar e localizar o drone no espaço.

Para se dotarem de uma recolha de dados alargadas a equipa vai durante vários dias sobrevoar o campus da Universidade com diferentes tipos de drones. Dados que serão disponibilizados a todos os investigadores interessados.

“Queremos compartilhar o conjunto completo de dados que recolhemos no campus da Rowan e permitir que todos utilizem esses dados para impulsionar a investigação em defesa contra drones”, afirmou Huaxia Wang.

Huaxia Wang está também a colaborar com Ziang Gao, que lidera a equipa de Investigação e Desenvolvimento da AeroDefense, uma empresa de deteção de drones sediada em Nova Jersey, para desenvolver e comercializar a tecnologia. As equipes recolheram dados em ambientes reais, incluindo estádios, áreas urbanas e campi universitários e de escritórios, para treinar e validar o sistema em diversas condições operacionais.

“Queremos recolher o máximo de dados ambientais possível para melhorar ainda mais o treino do nosso modelo, pois precisa vivenciar diferentes cenários, como um dia chuvoso, um dia ensolarado, e também durante um evento, antes do evento e depois do evento”, esclareceu Huaxia Wang. “Queremos que o modelo esteja ciente desses ambientes e seja suficientemente treinado.”