
A raiva é um grave problema de saúde pública, principalmente na Ásia e em África. É uma doença viral, zoonótica e tropical negligenciada que causa mais de 59 mil mortes anualmente, sendo 40% delas crianças com menos de 15 anos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) assume que, em conjunto com parceiros globais, tem como objetivo acabar com as mortes humanas por raiva transmitida por cães, através de uma abordagem abrangente de Saúde Única, promovendo a vacinação em massa de cães, garantindo o acesso à profilaxia pós-exposição, formação de profissionais de saúde, vigilância reforçada e prevenção de mordeduras através da sensibilização da comunidade.
O tema do Dia Mundial da Raiva de 2026, que se assinala a 28 de setembro, é “Mais Fortes Juntos”, o que destaca uma verdade simples: a eliminação da raiva só é possível quando trabalhamos juntos. A iniciativa foi criada e é coordenada pela Global Alliance for Rabies Control (GARC), em parceria com vários organismos internacionais publicos e privados, como a OMS, World Organisation for Animal Health (WOAH), e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, bem como com comunidades de voluntários em todo o Mundo. Uma iniciativa que pretende alertar para o problema que a raiva continua representar no Mundo.
Em Portugal, desde 1961 que a raiva não tem sido diagnosticada, no entanto, a Direção-Geral da Alimentação e Veterinária (DGAV), que se associa à iniciativa, reforça para a importância de serem vacinados os animais sensíveis contra a raiva, com o objetivo de proteger a população canina da doença. A DGAV alerta que a raiva continua a ocorrer ocasionalmente na União Europeia (UE) devido à entrada ilegal de animais infetados.














