Ameaça de posse pela força da Gronelândia e aplicação de tarifas a aliados pode ser mau para os EUA

Ameaça de posse pela força da Gronelândia e aplicação de tarifas a aliados pode ser mau para os EUA
Ameaça de posse pela força da Gronelândia e aplicação de tarifas a aliados pode ser mau para os EUA.

Sobre a recente ameaça da Administração dos EUA de aplicar tarifas ao Reino Unido, França, Alemanha, Holanda, Finlândia, Suécia, Dinamarca e Noruega, relacionadas com o apoio à defesa da Gronelândia, os senadores americanos Jeanne Shaheen, do Partido Democrata, e Thom Tillis, do Partido Republicano, copresidentes do Grupo de Observadores da OTAN do Senado, afirmam em declaração conjunta que os países referenciados “são os nossos aliados da OTAN que lutaram ao nosso lado, morreram ao nosso lado e tornaram os Estados Unidos mais seguros e prósperos.”

Ao longo das nossas reuniões bipartidárias com autoridades dinamarquesas e gronelandesas em Copenhaga, a mensagem foi inequivocamente clara: a Dinamarca e a Gronelândia querem colaborar com os Estados Unidos e promover os nossos objetivos de segurança comuns, tal como temos feito há décadas. Não há necessidade, nem desejo, de uma aquisição dispendiosa ou de uma tomada militar hostil da Gronelândia quando os nossos aliados dinamarqueses e gronelandeses estão ansiosos por trabalhar connosco na segurança do Ártico, em minerais críticos e noutras prioridades, no âmbito de tratados de longa data”, afirmam os senadores.

Para os dois senadores dos EUA o caminho que está a ser seguido não é vantajoso para os Estados Unidos, nem para as empresas americanas e mau para os aliados dos Estados Unidos.

No entender de Jeanne Shaheen e de Thom Tillis o atual tipo de retórica também beneficia “Putin e Xi, que querem ver a OTAN dividida”, e indicam que no momento há muitos americanos preocupados com o custo de vida, e as tarifas iriam aumentar os preços para famílias como para empresas.

Os dois senadores concluem a declaração exortando “o governo a deixar de lado as ameaças e a investir na diplomacia.”