Associação Europeia de Universidades contra Plano Juncker para o emprego

Associação Europeia de Universidades considera que o Plano Juncker para o emprego e crescimento não vai ter sucesso e que falta uma política orientada para apoiar de forma sustentável o Programa Horizonte 2020 e Erasmus +.

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Associação Europeia de Universidades contra Plano Juncker para o emprego
Associação Europeia de Universidades contra Plano Juncker para o emprego. Foto: Rosa Pinto

Associação Europeia de Universidades (EUA, sigla em inglês) vem através de comunicado lembrar que a investigação, inovação e o ensino superior não foram destacados por Jean-Claude Juncker, Presidente da Comissão Europeia, no discurso sobre o estado da União perante o Parlamento Europeu, em 14 de Setembro.

No discurso, Jean-Claude Juncker definiu um plano para reforçar o investimento para suporte ao emprego e crescimento, especificamente através de uma extensão e ampliação do Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos, lembra a EUA.

Dada a forte evidência de que a investigação, inovação e educação superior são áreas vitais de investimento para criar emprego e crescimento na Europa, a EUA acredita que lhe deve ser dada maior prioridade, visto que o Presidente Juncker fez explícitas considerações sobre a “importância de aumentar a competitividade e de auxiliar os jovens europeus, como principais objetivos do seu plano”.

A EUA indica que “duvida fortemente que as metas da Comissão Europeia sejam exequíveis sem o acordar da necessária prioridade política e de financiamento adicional para a criação de conhecimento e as necessárias novas capacidades para melhorar a economia da Europa”.

Em relação à renovação do Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos (EFSI, sigla em inglês) e a proposta de uma mais longa duração e um maior orçamento, a “EUA mostrou na sua análise, ‘Um ano de EFSI: Quais as vantagens para as universidades?’, que o modelo não está a beneficiar a investigação e o ensino superior”.

A EUA indica que os “Investimentos através do EFSI não contribuíram significativamente para o desenvolvimento da base de conhecimentos da Europa ou o desenvolvimento do potencial humano da Europa”.

Para a EUA “o dinheiro seria melhor gasto em garantir financiamento sustentável e suficiente para conceder programas de grande sucesso como Horizonte 2020 e Erasmus +, que têm provado ter um significativo valor acrescentado”.

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