Aumentam os riscos para a saúde no Médio Oriente e a escalada do conflito pode gerar uma catástrofe humanitária

Aumentam os riscos para a saúde no Médio Oriente e a escalada do conflito pode gerar uma catástrofe humanitária
Aumentam os riscos para a saúde no Médio Oriente e a escalada do conflito pode gerar uma catástrofe humanitária. Foto: © OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) no seu relatório sobre a situação da saúde no Médio Oriente alerta que as ameaças gerais à saúde continuam como os riscos relacionados com traumas e ferimentos, interrupção do acesso a cuidados de saúde, propagação de doenças entre populações deslocadas e riscos radiológicos, nucleares e químicos industriais, incluindo o impacto potencial na saúde ambiental e no acesso à água.

Ao mesmo tempo o impacto económico da Guerra está a expandir-se para além da região do Médio Oriente e a afetar diretamente outros locais e a aumentar indiretamente os riscos para a saúde.

Como descreve o relatório a OMS continua a apoiar os países na implementação e manutenção dos serviços de saúde de emergência, quando lhe é solicitado, ao mesmo tempo que prossegue os seus programas de desenvolvimento em saúde com os países afetados através dos seus gabinetes nos países.

A OMS fá conta que está a monitorizar a situação de saúde das pessoas deslocadas e das pessoas em movimento em colaboração com parceiros em todas as regiões. Assim, refere que está a entregar mantimentos vitais aos países afetados.

Desde 18 de março, com o apoio da União Europeia, da Dubai Humanitarian e de parceiros, a OMS mobilizou mais de 60 toneladas de material médico para o Líbano, incluindo quase 40 toneladas entregues a partir da Europa através da Ponte Aérea Humanitária da UE.

O Centro Global de Logística da OMS no Dubai enviou 4 camiões transportando 22 toneladas métricas de material para cirurgia de emergência e medicamentos especializados, no valor 360.000 dólares, que permite atender cerca de 50.000 doentes, incluindo cerca de 40.000 intervenções cirúrgicas. Depois de sete dias na estrada, os 4 camiões chegaram no dia 1 de abril ao Líbano. Também, um conjunto de 3 camiões com 22,3 toneladas métricas de material médico partiu para Gaza a 1 de abril de 2026, o suficiente para tratar cerca de 110.000 doentes.

As primeiras ações operacionais estão centradas nos riscos para a saúde ambiental e para a água, o saneamento e a higiene, particularmente nos impactos dos incêndios petrolíferos, da chuva negra e dos ataques repetidos às infraestruturas hídricas, como as centrais de dessalinização.

A OMS indicou que está a reforçar a vigilância, a avaliação da exposição e a comunicação de riscos para a proteção das fontes de água potável e a mitigação da contaminação. Os riscos atuais em toda a região realçam a necessidade de monitorização contínua e orientação pública.