Auxílio do Governo ao setor florestal em 250 milhões de euros recebe aprovação da Comissão Europeia

Auxílio do Governo ao setor florestal em 250 milhões de euros recebe aprovação da Comissão Europeia
Auxílio do Governo ao setor florestal em 250 milhões de euros recebe aprovação da Comissão Europeia. Foto: Rosa Pinto

O apoio do Governo ao setor florestal no valor de 250 milhões de euros recebeu aprovação da Comissão Europeia. O regime de auxílios estatais irá permitir apoiar investimentos para a recuperação de florestas na sequência de catástrofes naturais, condições meteorológicas extremas ou acontecimentos catastróficos, em conformidade com o plano estratégico português da PAC.

Um auxílio que tem também o objetivo de compensar as perdas de receitas sofridas pelos proprietários de terras devido à reflorestação de terras agrícolas e não agrícolas, e assume a forma de subvenções diretas.

Um regime que apoiará os investimentos florestais através da concessão de prémios fixos que serão pagos por um período máximo de 20 anos. Os prémios à reflorestação serão concedidos aos proprietários de terras agrícolas e não agrícolas por cessarem as atividades agrícolas ou se comprometerem a manter novas florestas nas suas terras.

Os prémios de recuperação serão concedidos aos proprietários que recuperem o potencial florestal das suas terras na sequência de catástrofes naturais, condições meteorológicas extremas ou acontecimentos catastróficos.

O regime é cofinanciado pelo Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural num montante máximo de 21,9 milhões de euros e já foi aprovado ao abrigo das regras da PAC no âmbito do plano estratégico nacional português, a decorrer até 31 de dezembro de 2029.

A Comissão Europeia deu conta que avaliou o regime ao abrigo das regras da UE em matéria de auxílios estatais, e considerou que é necessário e adequado para incentivar os investimentos na reflorestação. A Comissão Europeia também avaliou o regime como proporcional, uma vez que se limita ao mínimo necessário, e terá um impacto limitado na concorrência e nas trocas comerciais entre os Estados-Membros.