BIAL cria empresa nos EUA e compra projetos de investigação na área da doença de Parkinson

BIAL cria empresa BIAL Biotech nos EUA dedicada à doença de Parkinson. A farmacêutica adquiriu também programas de investigação na área de Parkinson. O investimento no novo centro de investigação de excelência e inovação poderá ir até 130 milhões de dólares.

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BIAL cria empresa nos EUA e compra projetos de investigação na área da doença de Parkinson
BIAL cria empresa nos EUA e compra projetos de investigação na área da doença de Parkinson. Foto: DR

A BIAL anuncia que constituiu uma filial nos Estados Unidos da América, a BIAL Biotech Investments Inc. (BIAL Biotech). Trata-se de um novo centro de excelência focado no desenvolvimento de terapias para mutações genéticas associadas à doença de Parkinson e tem sede em Cambridge, nos arredores da cidade de Boston. Local que é considerado um ‘hub’ mundial de investigação nas áreas da saúde e da biotecnologia.

Em simultaneamente, a BIAL concretizou a aquisição dos direitos mundiais dos programas de investigação na doença de Parkinson da empresa norte-americana Lysosomal Therapeutics Inc. (LTI) e irá integrar a sua equipa de investigação.

António Portela, presidente executivo da BIAL, revelou: “A nossa entrada nos EUA com a criação da BIAL Biotech e a aquisição destes promissores compostos, é um passo decisivo para a concretização da nossa missão de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas em todo o mundo. O desenvolvimento deste centro de investigação nos EUA é um marco de enorme relevância. Estamos a investir em ciência e em investigação, agora via a nossa presença num dos mais importantes ‘hubs’ de investigação mundiais numa das áreas mais promissoras da medicina”.

A aquisição dos ativos agora anunciada possibilita a ampliação do pipeline da companhia e permite à BIAL Biotech contar, desde o seu arranque, com uma equipa de I&D, que será liderada por Peter Lansbury, professor de neurologia na Harvard Medical School e uma referência no âmbito da Doença de Parkinson geneticamente determinada, até à data responsável pela I&D da LTI.

Com esta aquisição, a empresa está a expandir o seu pipeline, nomeadamente com a integração de compostos da área das neurociências já em fase de desenvolvimento clínico, concretamente para a doença de Parkinson, onde a farmacêutica portuguesa já atua.

O presidente executivo da BIAL destacou ainda: “os compostos que adquirimos têm como princípio da sua investigação a análise genética, uma vertente nova para nós. O composto em fase mais avançada, e que tem agora o nome de código ‘BIA 28-6156/LTI-291’, apresenta um mecanismo de ação inovador e tem potencial para ser o primeiro fármaco modificador da doença de Parkinson. Completou a fase I de ensaios clínicos e deverá entrar em fase II em 2021. Passamos do tratamento sintomático para uma intervenção nos mecanismos da doença, o que representa para BIAL um desafio enorme”.

“Estamos muito satisfeitos com esta integração na BIAL”, referiu Kees Been, antigo CEO da LTI e agora CEO da BIAL Biotech. “Estamos confiantes de que com o compromisso e os recursos da BIAL conseguiremos dar um novo impulso aos nossos programas de investigação dirigidos ao tratamento personalizado dos pacientes com doença de Parkinson geneticamente determinada.”

O BIA 28-6156/LTI-291 é uma molécula dirigida a doentes de Parkinson que apresentam uma mutação no gene GBA-1. Uma variante genética encontrada em 10% a 15% da população com Doença de Parkinson, sendo que os pacientes com esta mutação desenvolvem a patologia precocemente e com uma progressão mais rápida.

O valor global da operação agora anunciada poderá atingir os 130 milhões de dólares, um montante que estará dependente do cumprimento de diversas metas, decorrentes do desenvolvimento e aprovação das moléculas adquiridas.

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