Centro Hospitalar Gaia/Espinho recebe certificação AVC europeia

Unidade de AVC do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho é a primeira unidade da Europa a ser distinguida pela European Stroke Organisation (ESO) com o ‘Certified ESO Stroke Centre’.

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Certified ESO Stroke Centre
Certified ESO Stroke Centre. Foto: DR

A European Stroke Organisation (ESO) atribuiu o estatuto de ‘Certified ESO Stroke Centre’ à Unidade de AVC do Centro Hospitalar De Vila Nova De Gaia/Espinho, atualmente coordenada pelo médico Miguel Veloso, e à Unidade de Neurorradiologia de Intervenção, liderada pelo médico Manuel Ribeiro.

Com a atribuição deste certificado, Portugal tornou-se no primeiro país da Europa a ter um centro certificado de tratamento de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC), que é primeira causa de mortalidade e incapacidade no País.

A ESO é uma sociedade europeia de investigadores e de médicos especialistas em AVC, sociedades de AVC nacionais e regionais e outras organizações ligadas à investigação, tratamento e de doentes de AVC, e outras.

O objetivo da ESO é reduzir a incidência e o impacto do acidente vascular cerebral alterando as formas como o AVC é visto e tratado, para isso a ESO considera que “só pode ser alcançado pela educação profissional e pública, e fazendo mudanças institucionais.”

A ESO lançou recomendações para cuidados de excelência no AVC agudo e estabeleceu critérios para conceder a certificação como Stroke Unit ou como Stroke Center, este mais diferenciado, incluindo neurorradiologia de intervenção. Foi com base nestes critérios rigorosos que foi atribuída a acreditação ao Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho.

Para Miguel Veloso “esta é uma certificação fruto de um trabalho imenso de um grupo de pessoas e de uma capacidade organizativa que foi pedida ao Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho aquando a aprovação de novos tratamentos na área do AVC agudo, e que não teria sido possível sem a preciosa colaboração da Unidade de Neurorradiologia de Intervenção.”

Uma das caraterísticas do Centro Hospitalar e “a melhor maneira de tratar e minimizar as consequências de um AVC é oferecer o tratamento clinicamente indicado o mais rapidamente possível, sendo para isso necessária uma disponibilidade nas 24 horas do dia durante todos os dias da semana, pois no AVC o tempo é fundamental, pois quanto mais cedo os doentes forem tratados, melhor será o seu prognóstico e a sua recuperação.”

Para Manuel Ribeiro a distinção com a certificação por parte da ESO é uma “satisfação e orgulho que são partilhados com a Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC), com a Sociedade Portuguesa de Neurorradiologia de Intervenção (SPNI), e com todas as Unidades de AVC”.

José Castro Lopes, Presidente da SPAVC, mostrou “grande satisfação” por existirem profissionais extremamente empenhados “para que se morra menos e se fique menos inválido pelo flagelo que é o AVC no nosso país”, um trabalho que agora foi reconhecido com um “galardão internacional de excelência que vai ficar para a história no combate ao AVC em Portugal”.

Para o presidente da SPAVC “a grande preparação técnica e científica dos profissionais envolvidos permitiu a atribuição desta distinção, a primeira na Europa, constituindo um estímulo para que a sociedade portuguesa colabore e se empenhe no combate ao AVC”.

O especialista considera que é fundamental “a mobilização da população na adoção de medidas de prevenção e no reconhecimento dos sinais de alerta de AVC”, só assim será possível salvar mais vidas.

O Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho abriu a Unidade de AVC em outubro de 2006 e a rede Via Verde AVC foi implementada em 2008. Em 2016 estiveram internados 540 doentes na Unidade de AVC e foram realizadas 92 trombólises endovenosas, mas desde janeiro de 2015 até agora (julho de 2017), o número de trombectomias realizadas é de 277.

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