Desenvolvimento sustentável exigido por Ministros da União para o Mediterrâneo

Região do Mediterrâneo aquece 20% mais rápido que o resto do mundo, e com as atuais políticas, as temperaturas deverão aumentar 2,2 º Celcius até 2040, indica relatório da União para o Mediterrâneo, divulgado no 4º Fórum Regional, em Barcelona.

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Desenvolvimento sustentável exigido por Ministros da União para o Mediterrâneo
Desenvolvimento sustentável exigido por Ministros da União para o Mediterrâneo. Foto: DR

Os Ministros dos Negócios Estrangeiros da União para o Mediterrâneo (UpM) concordaram ontem, na reunião do 4º Fórum Regional, em Barcelona, Espanha, com a necessidade de dar prioridade às ações da União para o Mediterrâneo que no próximo ano foquem em particular o meio ambiente e as mudanças climáticas, comércio, promoção de investimentos, criação de empregos e cooperação economia, incluindo economia digital e infraestruturas de conectividade.

Os ministros reconheceram a UpM como um espaço único para o diálogo na região euromediterrânica, concentrando-se em projetos comuns e concretos que superaram obstáculos políticos, e reconheceram os esforços feitos nos últimos anos para implementar o Roteiro de Ação adotado em 2017.

A edição deste ano reuniu cientistas, políticos e especialistas importantes para discutir as principais conclusões do primeiro relatório de avaliação científica sobre o impacto das mudanças climáticas e ambientais no Mediterrâneo.

Desde 2015, uma rede de mais de 80 cientistas de toda a região mediterrânica tem vindo a desenvolver um relatório com o objetivo de facilitar respostas políticas mais efetivas às mudanças climáticas.

Entre suas principais conclusões, o relatório mostra que a bacia mediterrânica aquece 20% mais rápido que a média global e que a região é um dos principais pontos críticos das mudanças climáticas do mundo. O relatório estima que 250 milhões de pessoas, dentro de 20 anos, sejam “pobres em água”.

O relatório indica que com as atuais políticas as temperaturas deverão aumentar em 2,2º Celsius até 2040.

Nenhuma nação ou comunidade “possui recursos suficientes para lidar, só por si, com o ritmo das mudanças climáticas”, referiu Nasser Kamel, secretário-geral da UpM, e acrescentou: De acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os nossos esforços comuns, na próxima década, devem concentrar-se em enfrentar essa questão urgente que vai muito além da mudança climática e implica reconsiderar a nossa abordagem aos recursos limitados da região”.

Até o momento, a UpM realizou mais de 20 reuniões ministeriais e trabalhou em 59 projetos regionais no valor de mais de 5,5 mil milhões de euros, desde iniciativas de desenvolvimento sustentável e projetos de infraestrutura urbana até iniciativas de promoção da igualdade de género, empreendedorismo e criação de empregos.

A UpM também estabeleceu 15 plataformas regionais reunindo mais de 30.000 entidades interessadas de toda a região na compartilha de pontos de vista e lançou iniciativas em setores-chave.

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