Dia Nacional do Doente com AVC é um alerta para o risco da doença

Por hora, três portugueses sofrem AVC, um morre e outro fica com sequelas incapacitantes. É a principal causa de morte. A SPAVC alerta para os riscos da doença e em conjunto com a Portugal AVC chama a atenção para a reabilitação dos doentes com AVC.

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Urgências Hospitalares
Urgências Hospitalares. Foto: DR

O Dia Nacional do Doente com AVC, a 31 de março, foi instituído em 2003 com o objetivo de sensibilizar a população para a realidade em Portugal daquela que é a principal causa de morte e incapacidade permanente.

José Castro Lopes, Presidente da Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC), referiu: “É importante falarmos em Dia Nacional do Doente com AVC – atenção que não é Dia do AVC, pois é para os doentes que dedicamos este dia! E dedicamos, sobretudo, falando para a população. A população tem de ser alertada para esta doença.”

Por hora, três portugueses sofrem um AVC, em consequência um destes doentes morre e os dois restantes, um ficará com sequelas incapacitantes. Neste quadro o presidente da SPAVC reforça a importância de uma população esclarecida, dado que o AVC é “uma doença previsível e tratável. Cada vez se definem mais fatores de risco que convergem para que o AVC apareça, como a poluição atmosférica da qual se fala há pouco tempo mas que é mais um importante fator de risco a juntar aos tão falados e para a qual importa sensibilizar a população.”

No Dia Nacional do Doente com AVC, a SPAVC alerta também para a importância da reabilitação: “psicologicamente, se o doente no pós-AVC continuar a ser assistido isto é uma esperança para a sua vida. A reabilitação é um direito que temos de exigir enquanto o doente não tiver as mesmas funções que tinha antes do AVC”, referiu José Castro Lopes.

A Portugal AVC – União de Sobreviventes, Familiares e Amigos associou-se à SPAVC no apelo à importância da reabilitação no pós-AVC, referindo António Conceição, presidente da associação, que partilha com José Castro Lopes que “a reabilitação é um direito e não uma esmola e se for preciso para toda a vida – mas, infelizmente, para a maioria dos sobreviventes de AVC não acontece”.

O presidente da Portugal AVC acrescentou: “Às vezes os doentes são meros números e define-se três meses de reabilitação para todos – independentemente das sequelas – e isto é impensável. A reabilitação deve ser, tanto quanto possível, definida multidisciplinarmente. É impensável que se queira encaixar todos nos tais três meses, ou nem que fosse em três anos, porque cada AVC é único e consequentemente também o processo de recuperação é único.”

A SPAVC tem vindo a dinamizar por todo o país ações para sensibilizar e informar a população sobre o AVC como um grave problema de saúde pública. As atividades da podem ser consultadas em http://www.spavc.org/pt/actividades/2018

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