Direitos das mulheres vão ser monitorados

União para o Mediterrâneo divulgou hoje, no Dia Internacional da Mulher, que está a desenvolver um mecanismo para monitorizar o progresso dos direitos das mulheres nos países da região do Mediterrâneo.

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Direitos das mulheres vão ser monitorados
Direitos das mulheres vão ser monitorados. Foto: © Rosa Pinto

A União para o Mediterrâneo (UpM) pretende monitorizar o progresso dos direitos das mulheres, avaliando a evolução da lacuna entre géneros e facilitando recomendações aos responsáveis políticos que formularão as políticas de género.

Para a UpM, a luta contra o empoderamento da mulher é uma prioridade e por isso promove, em todos os países da região, a cooperação em projetos de empreendimento feminino, saúde, igualdade de género, luta contra a violência face às mulheres e prevenção de extremismos.

Monitorar a evolução dos direitos das mulheres

Os 43 países membros da UpM, que incluiu Portugal, fizeram recentemente um balanço do progresso realizado na promoção da igualdade de género a todos os níveis da sociedade, um ano depois da ambiciosa declaração Ministerial adotada no Cairo, em 2017, e atualmente o Secretariado da UpM está a trabalhar no desenvolvimento de um mecanismo com indicadores que permitam uma valorização precisa e uma monitorização do progresso realizado em prol dos direitos das mulheres, assim como a avaliação da lacuna de género e da criação de recomendações para os atores responsáveis por formular as iniciativas políticas nacionais de género com o objetivo de aumentar o impacto das mesmas.

As mulheres na prevenção do extremismo violento

Este foco integral e regional deve incluir o tratamento dos fatores que derivam da radicalização e do extremismo violento, em vez de ter apenas em conta as estratégias de segurança. A contribuição chave das mulheres para a paz e segurança contou com o reconhecimento da comunidade internacional. Neste contexto, a UpM colocou em marcha o estudo regional sobreO papel dos jovens e das mulheres na prevenção do extremismo violento.”

O projeto tem como objetivo, por um lado, a promoção da participação ativa dos jovens nas suas comunidades locais, sobretudo reforçando o seu compromisso com a prevenção da violência e do extremismo, e, por outro lado, o estabelecimento de plataformas de diálogo locais, nacionais e regionais, partilhando as boas práticas e organizando atividades de intercâmbio com organizações de mulheres e jovens. A primeira fase deste projeto de 4 anos está centrada em Túnez e Marrocos, podendo ser levada a cabo também noutros países. Mais de 20.000 pessoas beneficiarão com as atividades deste projeto.

O empoderamento da mulher

“O Secretariado da UpM está totalmente comprometido com a implementação da agenda comum para o empoderamento da mulher na região, promovendo um diálogo regional estruturado e apoiando projetos destinados a conseguir a igualdade entre homens e mulheres, o que constitui um direito fundamental”, manifestou Laurence Païs, vice-secretária geral dos Assuntos Sociais e Civis da UpM.

A UpM destaca e apoia o papel instrumental das mulheres e a sua contribuição decisiva no desenvolvimento humano de sociedades inclusivas, prósperas e estáveis na região do Mediterrâneo. A UpM implementa esta contribuição com níveis distintos:

Promovendo mais de 50 projetos que contam com mais de 200.000 beneficiários e com impacto regional no desenvolvimento humano. Nove destes projetos estão centrados na igualdade de género e beneficiam mais de 50.000 mulheres.

Organizada anualmente, por parte do Secretariado de la UpM, a conferência regional “Women4Mediterranean” visa identificar, em colaboração com atores regionais chave, soluções específicas e estratégicas para promover a participação da mulher na sociedade.

Proporcionando uma plataforma regional de cooperação e diálogo entre os principais atores euro-mediterrâneos com o objetivo de promover la cooperação com enfoque entre os diferentes intervenientes.

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