Doentes com mastocitoses e patologias mastocitárias com desigualdades no tratamento

Ao assinalar o Dia Internacional da Consciencialização para as Mastocitoses e Patologias Mastocitárias, a SPAIC alerta para as desigualdades que se verificam no tratamento dos doentes com estas doenças raras. SPAIC cria grupo para melhorar diagnóstico e tratamento.

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Doentes com mastocitoses e patologias mastocitárias com desigualdades no tratamento
Doentes com mastocitoses e patologias mastocitárias com desigualdades no tratamento. Foto: DR

O Dia Internacional da Consciencialização para as Mastocitoses e Patologias Mastocitárias assinala-se a 20 de outubro. Uma iniciativa a que se associa a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) pela enorme “importância dos imunoalergologistas no diagnóstico, tratamento e seguimento destas doenças”.

Trata-se de um grupo de doenças raras que resultam de um excesso ou ativação excessiva dos mastócitos – células do sistema imunitário, produzidas na medula óssea, que têm várias funções muito importantes, de entre as quais se salienta o seu papel preponderante nas reações alérgicas. Quando são ativados, os mastócitos libertam mediadores inflamatórios/vasoativos, que podem originar sinais e sintomas que vão desde a simples comichão na pele, até ao choque anafilático.

“O diagnóstico deste tipo de doenças é, frequentemente, moroso e, por vezes, difícil de estabelecer. Os sinais e sintomas que mais preocupam os doentes são, na sua maioria, resultantes da ativação dos mastócitos. Estes sintomas são muito semelhantes aos que se verificam em reações alérgicas e surgem, frequentemente, quando existe exposição a determinados fatores – medicamentos, picadas por abelhas/vespas, alimentos, stress emocional, entre outros”, referiu Tiago Rama, do Grupo de Interesse da SPAIC de Anafilaxia e Doenças Imunoalérgicas Fatais (GANDALF), citado em comunicado.

O tratamento destas doenças, passa, em primeiro lugar, por evitar os fatores que provocam sintomas e que são únicos para cada doente e, em segundo lugar, pela prescrição de medicamentos que estabilizam os mastócitos, ou que evitam que os mediadores que os mastócitos libertam cumpram o seu papel, esclareceu a SPAIC.

Mas Tiago Rama chama a atenção para o facto de “um dos medicamentos mais importantes no tratamento destas doenças não ser amplamente comercializado em Farmácia Comunitária no nosso país, facto que gera desigualdades importantes, no que diz respeito à acessibilidade a este tratamento, por parte dos nossos doentes. Existem, também, desigualdades no que diz respeito aos meios de diagnóstico à disposição dos diferentes Centros Hospitalares em que estes doentes são seguidos”.

No atual contexto a SPAIC criou um grupo de trabalho dedicado a estas doenças com o objetivo de melhorar o diagnóstico, tratamento e seguimento de todos os doentes com mastocitoses e outras patologias mastocitárias.

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