Especialistas alertam para medidas urgentes em insuficiência cardíaca

Especialistas pedem a implementação urgente de medidas para melhorar tratamento da insuficiência cardíaca. Uma síndrome que constitui uma das principais epidemias do século XXI e consome 1 a 3% do orçamento para a saúde nos países desenvolvidos.

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Especialistas alertam para medidas de urgentes em insuficiência cardíaca
Especialistas alertam para medidas de urgentes em insuficiência cardíaca. Foto: Rosa Pinto

Médicos especialistas em cardiologia, medicina interna e medicina geral e familiar, elaboraram um documento onde expõem o problema da insuficiência cardíaca em Portugal ao nível do diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos doentes.

O documento é subscrito pelos grupos de estudos de Insuficiência cardíaca das Sociedades Portuguesas de cardiologia e medicina interna, bem como pelo núcleo de enfermagem em cardiologia da SPC, Colégio da Especialidade de Medicina Geral e Familiar da Ordem dos Médicos; Núcleo de Estudos de Doenças Cardiovasculares em Medicina Geral e Familiar.

E acrescenta: “Este documento apresenta também os principais problemas relativos à insuficiência cardíaca, como o desconhecimento da relevância desta doença, e traça as medidas urgentes que os decisores políticos, instituições de saúde e profissionais de saúde devem implementar a curto e médio prazo”.

Cândida Fonseca, coordenadora do Grupo de Estudo de Insuficiência Cardíaca (GEIC), indicou, citada em comunicado, que “o documento apresenta também os principais problemas relativos à insuficiência cardíaca, como o desconhecimento da relevância desta doença, e traça as medidas urgentes que os decisores políticos, instituições de saúde e profissionais de saúde devem implementar a curto e médio prazo”.

“Com este documento queremos alertar para a necessidade urgente de priorização da insuficiência cardíaca na agenda da saúde, tendo em conta a prevalência atual e o seu aumento expectável a curto prazo, a elevada mortalidade e morbilidade a que está associada, e o fardo socioeconómico para doentes, famílias e sociedades”, esclareceu Cândida Fonseca.

No dia 20 de janeiro os diversos grupos de especialidade da Sociedade Portuguesa de Cardiologia vão debater em conferência aberta a melhoria da insuficiência cardíaca em Portugal tendo em conta o documento já elaborado sobre o tema.

A Sociedade Portuguesa de Cardiologia indica que “a insuficiência cardíaca constitui uma das principais epidemias do século XXI e consome 1 a 3% do orçamento para a saúde nos países desenvolvidos”.

A insuficiência cardíaca é definida como uma síndrome causada por uma anomalia da estrutura e/ou da função cardíaca, conduzindo a um débito sanguíneo inadequado às necessidades metabólicas do organismo em repouso ou em exercício.

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