Estudo sobre uso de tablets envolve Universidades do Minho e Harvard e a Microsoft

Impacto na saúde do uso dos tablets e smartphones foi estudado por investigadores das Universidades do Minho e Harvard, e envolveu a Microsoft. O estudo concluiu que comandos fora do alcance conveniente dos dedos, implica maior carga muscular.

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Estudo sobre uso de tablets envolve universidades do Minho e Harvard e a Microsoft
Estudo sobre uso de tablets envolve universidades do Minho e Harvard e a Microsoft. Foto: DR

Um estudo pioneiro a nível mundial sobre o uso de tablets e smartphones e o seu impacto na saúde dos utilizadores envolveu investigadores da Universidade de Harvard (EUA) e a Microsoft. Da equipa de investigação fez parte o investigador Pedro Arezes da Universidade do Minho (UMinho).

O estudo foi já publicado na revista ‘Applied Ergonomics’, a mais conceituada da área, o estudo pode vir a contribuir para a conceção de software e dispositivos que afetem menos a postura e o esforço muscular de quem os usa.

O projeto estudou várias soluções de desenho do software para tablets e smartphones, e avaliou como o desenho do software pode influenciar a atividade muscular e a postura dos utilizadores.

Os resultados obtidos vão permitir às empresas de tecnológia otimizarem as interfaces usadas nos dispositivos táteis, como tablets e smartphones, tendo em consideração as questões de natureza ergonómica, que podem comprometer o bem-estar dos utilizadores.

Pedro Arezes, investigador da UMinho
Pedro Arezes, investigador da UMinho. Foto: Nuno Gonçalves

Pedro Arezes esclareceu: “É expectável que a Microsoft conceba a próxima geração de sistemas operativos seguindo as nossas recomendações. Uma delas é não colocar os comandos, como botões, slides, botões deslizantes, fora do alcance conveniente dos dedos, pois implica maior carga muscular.”

Para o investigador português “o software deve ser desenhado de forma a maximizar a utilização dos polegares, quando o utilizador estiver a usar o dispositivo em formato landscape, ou o indicador, quando estiver em formato ‘vertical’.”

Para a realização do estudo os investigadores recorreram à técnica de análise da atividade elétrica muscular e à análise tridimensional do movimento.

O projeto de investigação foi coordenado por Jack Dennerlein, da Universidade de Harvard, e resultou numa ligação estratégica entre a Universidade e a multinacional norte-americana Microsoft.

O estudo decorreu na Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, em Boston, onde Pedro Arezes se encontra temporariamente a trabalhar. O investigador português é professor catedrático da Escola de Engenharia da UMinho, investigador convidado no Massachusetts Institute of Technology (MIT) e na Universidade de Harvard, e diretor do Programa MIT Portugal, desde 2016.

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