Excesso de calor no verão de 2026 terá provocado a morte de mais de 50 mil pessoas em cidades europeias

Excesso de calor no verão de 2026 terá provocado a morte de mais de 50 mil pessoas em cidades europeias
Excesso de calor no verão de 2026 terá provocado a morte de mais de 50 mil pessoas em cidades europeias

Num estudo, os cientistas do Imperial College London e da London School of Hygiene and Tropical Medicine, com resultados publicados na revista Nature Health, estimam que 50.391 pessoas terão morrido durante os meses de verão, de junho a agosto, de 2026, devido ao excesso de calor, em 854 cidades europeias, de 30 países, que representam uma população combinada de quase 173 milhões de habitantes.

O estudo indica que a maior mortalidade se encontra entre os indivíduos com idade igual ou superior a 85 anos, num número estimado de mais de 22.502 mortes. Mas mesmo na faixa etária dos 20 aos 44 anos, o número estimado é de cerca de 833 mortes em excesso relacionadas com o calor.

Embora o estudo se concentre nos meses de verão de junho a agosto, os autores do estudo também estenderam a análise a maio, e indicam ter encontrando mais 1.508 mortes relacionadas com o calor entre 21 e 31 de maio de 2026.

Os verdes europeus referem em comunicado que depois de os cientistas terem concluído que o último verão foi o mais mortífero alguma vez registado na Europa em termos de mortes relacionadas com o calor, o Partido Verde Europeu apela à Comissão Europeia e aos governos nacionais para que se preparem para os próximos verões.

“Se 50 mil pessoas morressem num único desastre, a Europa declararia o estado de emergência. Como estas mortes se espalham ao longo do verão, os políticos de direita tratam-nas frequentemente como ruído de fundo. Estas pessoas deveriam estar vivas. A Europa precisa de se preparar agora para os próximos verões e proteger as pessoas antes que a próxima onda de calor chegue”, afirmou Ciarán Cuffe, copresidente do Partido Verde Europeu.

“A reação conservadora e de extrema-direita contra as políticas climáticas tem de parar. O desmantelamento do Pacto Ecológico Europeu está a enfraquecer as poucas proteções que as pessoas na Europa têm contra o calor mortal. A Europa precisa de implementar os seus compromissos climáticos mais rapidamente, preparar as nossas cidades e zonas rurais para eventos climáticos extremos e garantir que as pessoas podem manter as suas casas frescas. Proteger as pessoas, reduzir as faturas de energia e reforçar a segurança energética da Europa devem andar de mãos dadas”, afirmou Vula Tsetsi, copresidente do Partido Verde Europeu.