Faixa de Gaza continua a sofrer ataques israelitas e aumento de mortes e feridos

Faixa de Gaza continua a sofrer ataques israelitas e aumento de mortes e feridos
Faixa de Gaza continua a sofrer ataques israelitas e aumento de mortes e feridos. Foto: © OMS/arquivo

Os ataques aéreos, bombardeamentos e tiros pelas forças de Israel continuam por toda a Faixa de Gaza, e como resultado mais civis palestinianos são vítimas que fazem crescer os números de mortes e feridos. Uma escalada da violência que continua a leste da designada “Linha Amarela”, particularmente na zona leste da Cidade de Gaza, mas também continuam a ser relatados incidentes a leste de Khan Younis e a leste de Al Mawasi.

As agências das Nações Unidas relatam que há um aumento de relatos de sarna, de outras doenças de pele e infestações de roedores em tendas. A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (conhecida pela sigla UNRWA) e seus parceiros estão a ampliar a distribuição de kits de higiene, mas há uma necessidade urgente de materiais e produtos químicos para o controlo de pragas.

A indisponibilidade de baterias, lubrificantes e peças de reposição está prejudicar significativamente as operações humanitárias da Agência. Embora, refira que tenha implementado medidas de mitigação, incluindo a redução do horário de funcionamento dos geradores de energia elétrica. Mas, os geradores estão a aproximar-se de um nível crítico de falha mecânica.

Entre 7 de outubro de 2023 e 1 de abril de 2026, dados do Ministério da Saúde em Gaza, apontan que 72.289 palestinianos foram mortos na Faixa de Gaza e 172.040 ficaram feridos.

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (conhecida pela sigla UNRWA) relata que registou, até 31 de marco de 2026, 391 colaboradores da Agência mortos em Gaza, desde o início da guerra, destes 310 eram funcionários e 81 pessoas colaboravam em apoio da Agência.

A UNRWA refere no seu último relatório que continua a monitorar de perto a tendência de doenças infeciosas em diversos abrigos coletivos de emergência, com riscos elevados relacionados à superlotação, à deterioração dos sistemas de esgoto, à escassez de produtos de higiene no mercado local e às restrições à entrada de produtos químicos.

Do monitoramento da movimentação de pessoas deslocadas e dos locais de deslocamento a Agência das Nações Unidas estima que 67.000 palestinianos deslocados estejam a viver em 83 abrigos coletivos de emergência administrados pela Agência.

Atualmente, 127 instalações da UNRWA estão localizadas dentro da zona militarizada israelita, atrás da chamada “Linha Amarela”, e em áreas em que acesso está sujeito à aprovação ou coordenação israelita.

Entretanto, cerca de 11.000 funcionários palestinianos da UNRWA continuam a prestar serviços e assistência à população de Gaza. Também, na Cisjordânia ocupada, a UNRWA continua a desempenhar um papel fundamental, com mais de 4.000 funcionários palestinianos da UNRWA a prestarem serviços de educação, saúde e outros serviços aos refugiados palestinianos.

A Agência das Nações Unidas lembra, no seu relatório, que todos os seus funcionários internacionais estão impedidos por Israel de entrar no Território Palestino Ocupado, tanto na Faixa de Gaza como na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental. Uma decisão de Israel desde o final de janeiro de 2025.

Também, desde março de 2025, as autoridades israelitas têm impedido a UNRWA de levar pessoal humanitário e ajuda diretamente para a Faixa de Gaza. Quando, nos arredores de Gaza, a Agência das Nações Unidas possui um conjunto de bens alimentares básicos e suprimentos para abrigo suficientes para centenas de milhares de pessoas.