A Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, visitou o local onde irá ser construído o futuro Hospital Central do Algarve. Uma obra há muito prevista por necessária e que agora o Governo quer definitivamente realizar em regime de parceria público-privada.
A unidade hospitalar a construir representa uma “decisão histórica”, referiu Ana Paula Martins, que terá impacto no Algarve mas também em todo o país. “Um investimento que vem finalmente dar resposta às atuais limitações dos hospitais de Faro e de Portimão, bem como ao crescimento demográfico desta região e à pressão devido ao turismo no Algarve”, esclareceu a Ministra da Saúde.
O Hospital irá ter um papel relevante na formação de profissionais de saúde pois irá dar apoio aos cursos na área das Ciências da Saúde da Universidade do Algarve. “Precisamos de um hospital que tenha complexidade e diferenciação, porque o Algarve é uma região universitária”, afirmou Ana Paula Martins.
Em comunicado, o PSD Algarve indicou saudar “o avanço concreto do processo do Hospital Central do Algarve, aprovado em Conselho de Ministros. Após décadas de promessas não cumpridas”. Agora com um investimento previsto de 426,26 milhões de euros, “este governo passa das palavras aos atos”.
Uma obra em que, refere o PSD Algarve, são assumidas decisões, como a abertura de concurso, repartição dos encargos de financiamento, nomeação de júri e protocolos com os Municípios e Universidade do Algarve.
Como indicou o PSD Algarve o novo hospital não é apenas uma infraestrutura, mas será um salto qualitativo na saúde da região. Uma obra projetada para estar concluída num horizonte de 6 a 7 anos, e que contará com:
- Mais de 702 camas de internamento;
- 18 salas de bloco operatório de última geração;74 gabinetes de consultas, 10 salas de parto, 80 postos em hospital de dia. 3 TAC, 3 ressonância magnética nucleares, 1 Pet-ct, 1 Câmara Gama;
- Unidades de cuidados intensivos e intermédios, reforçadas;
- Capacidade para atrair e fixar centenas de novos profissionais de saúde.
- Articulação com o curso de medicina da Universidade do Algarve, cujas sinergias são vitais para o reforço e ampliação do mesmo.
No entanto, para o PSD Algarve não se pode ficar à espera de 2032 para haver melhorias na saúde e por isso considera medidas imediatas que já estão no terreno, como:
■ Médico de Família para muitos mais: O lançamento das USF de Tipo C (modelo gerido por privados ou setor social) irá garantir médico de família a dezenas de milhares de algarvios que hoje estão sem esse acesso. São 5 unidades que servirão mais de 50.000 pessoas.
■ Autonomia Oncológica: A aquisição de um PET (Tomografia por Emissão de Positões), que já está aprovado e em curso, vai permitir que o Algarve seja finalmente autónomo no diagnóstico do cancro, acabando com a indignidade de obrigar os doentes a deslocarem-se a Lisboa ou a Sevilha.
■ Bloco Operatório: A requalificação integral do bloco operatório de Faro foi ontem inaugurada para assegurar que, enquanto o novo hospital nasce, as listas de espera começam a descer já e a saúde fica menos adiada.
No comunicado o PSD Algarve refere reconhece o “ceticismo dos algarvios”, que considera que “foram enganados durante tanto tempo que a descrença se tornou um sentimento inevitável”, mas que o projeto do novo hospital “deve simbolizar a recuperação dessa confiança”.
“O PS, que tem as mãos sujas por décadas de inação, tenta agora ler estes avanços à luz da sua própria hipocrisia, vendo “tempestades” onde prevalece a determinação e a vontade. A autoridade moral do PS nesta matéria é semelhante à de um criminoso a gritar justiça!” refere o PSD Algarve no comunicado.
“Este hospital tem que ser o símbolo de que o Algarve pode voltar a acreditar na política. O Algarve tem que deixar de estar na fila de espera do país. Em todos os domínios”, referiu, citado no comunicado o presidente do PSD Algarve, o deputado Cristóvão Norte.














