INEGI coordena projeto de climatização de edifícios com energias renováveis

Projeto europeu de desenvolvimento e demonstração de sistema de ar condicionado para climatização de edifícios com recurso exclusivo de energias renováveis é coordenado pelo INEGI, e envolve empresas e universidades internacionais.

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INEGI coordena projeto de climatização de edifícios com energias renováveis
INEGI coordena projeto de climatização de edifícios com energias renováveis. Foto: © Rosa Pinto

A climatização do interior dos edifícios vai passar a ser feita com recurso exclusivo de energias renováveis. Um projeto coordenado pelo INEGI – Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial vai desenvolver e demonstrar um sistema integrado de ar condicionado, alimentado por energia solar e biomassa.

Com o novo e inovador sistema o INEGI pretende fazer face à crescente necessidade de reduzir a dependência de energia fóssil no aquecimento e arrefecimento de edifícios, dado que “a transição para as energias renováveis nos sistemas de aquecimento e arrefecimento de edifícios residenciais e comerciais é hoje uma questão importante para os setores de climatização e construção”, explicou Szabolcs Varga, investigador do INEGI responsável pelo projeto.

Szabolcs Varga acrescentou: “Há, por isso, uma maior procura por tecnologias alternativas, que permitam uma redução no consumo de energia”, e por isso a necessidade de criar uma solução com um maior aumento de desempenho em comparação com as existentes, e com custos de investimento e operação inferiores.

O projeto Hybrid – BioVGE liderado pelo INEGI, e que conta mais seis organizações, sendo três empresariais: SOLARFOCUS, Hargassner e ComPLex, e três académicas europeias: Universidade de Tecnologia de Graz, Universidade de Bolonha e Universidade de Ciências Aplicadas Rapperswiln – HSR, tem como objetivo produzir um sistema inovador na utilização da energia renovável, de baixo custo e alto desempenho, para a climatização dos edificios.

O investigador do INEGI adiantou que o protótipo a desenvolver “será impulsionado pelo calor, com origem em dois recursos energéticos renováveis: a energia solar e a biomassa, e, assim, espera-se que 95% da carga térmica do edifício seja satisfeita por energia renovável. A principal fonte será a energia solar e o biocombustível entrará em ação durante a noite ou dias encobertos”. O esforço de inovação passa pelo desenvolvimento de uma unidade compacta, capaz de integrar ambos sistemas e com garantia de eficiência, mesmo sob as diferentes condições climáticas europeias.

Os investigadores pretendem desenvolver: um sistema que leve a menores custos de produção; um sistema de armazenamento de energia térmica direcionada, e um controlador integrado para automatizar a operação. A melhoria da monitorização do uso de energia em tempo real e a facilidade em escalar a operação vão ser prioridades no desenvolvimento do sistema.

No projeto, o INEGI é também responsável pelo desenvolvimento de componentes, incluindo o coletor solar, a caldeira de biomassa, o sistema de armazenamento de energia térmica com materiais de mudança de fase, e o sistema de controlo inteligente. É também trabalho do INEGI a validação experimental e o teste de três protótipos em ambiente real.

O projeto é financiado pelo programa Europeu Horizonte 2020, e a primeira reunião das equipas decorre dia 27 de junho, nas instalações do INEGI, em Lisboa.

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