Investigação portuguesa recebe oito bolsas ERC, mais de 16 milhões de euros

Oito bolsas ERC, no total de mais de 16 milhões de euros, foram atribuídas a cientistas com projetos em centros de investigação em Portugal. As bolsas vão permitir a cada investigador criar a sua equipa de trabalho para o desenvolvimento do seu projeto.

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Trabalho de Laboratório de investigação
Trabalho de Laboratório de investigação. Foto: DR

O Conselho Europeu de Investigação (ERC, sigla em inglês) anunciou hoje os 329 vencedores do concurso de bolsas de consolidação de 2017. De entre os vencedores constam oito cientistas que desenvolvem os trabalhos em centros de investigação portugueses.

As bolsas de consolidação são atribuídas pelo ERC a cientistas de “excelência”, com 7 a 12 anos de experiência que desenvolvam investigação em instituições públicas ou privadas na União Europeia. Neste concurso as bolsas atribuídas envolvem um total de 630 milhões de euros, sendo mais de 16 milhões de euros para os oito investigadores com projetos nos centros portugueses. As verbas são do programa de investigação e inovação da União Europeia, o Horizonte 2020.

Carlos Moedas, Comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, referiu: “É com grande satisfação que vejo os mais recentes resultados dos investigadores portugueses nas bolsas do Conselho Europeu de Investigação”, e acrescentou: “Mais oito investigadores portugueses venceram agora a prestigiada bolsa Consolidator Grants”, o que é um exemplo da “qualidade científica de Portugal.”

Os investigadores das candidaturas portuguesas vencedoras às bolsas ERC foram:

Manuela Gomes, 3Bs da Universidade do Minho, com o projeto MagTendon que aborda tecnologias de engenharia de tecidos assistida magneticamente para a regeneração de tendões;

Mariana Pinho, Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier da Universidade NOVA de Lisboa, com o projeto ChronosAntibiotics, que explora o ciclo celular das bactérias para ressensibilizar bactérias resistentes aos antibióticos;

Luísa Figueiredo, Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa, com o projeto FatTryp, que pretende identificar o ciclo de vida dos tripanossomas africanos e suas implicações em termos de progressão da doença de que são vetor;

Joseph Paton, Fundação Champalimaud, com o projeto Dycocirc, que identifica o circuito de mecanismos dos gânglios basais subjacentes ao comportamento cognitivo dinâmico;

Susana Lima, Fundação Champalimaud, com o projeto YinYang, que estuda a relação entre os circuitos do hipotálamo e o comportamento defensivo e reprodutor em fêmeas;

Michael Orger, Fundação Champalimaud, com o projeto Neurofish, que explora os circuitos cerebrais que controlam o comportamento visual e motor;

Luís Teixeira, Instituto Gulbenkian de Ciência, com o projeto Wolbakian, que aborda a genética funcional da proliferação da bactéria Wolbachia e proteção contra vírus;

Ana Domingos, Instituto Gulbenkian de Ciência, com o projeto SympatimmunObesity, que pretende identificar os mecanismos simpáticos e imunológicos subjacentes à obesidade.

As bolsas individuais atribuídas pela ERC são num valor até 2 milhões de euros, para as categorias “Ciências Físicas e Engenharia” e “Ciências Sociais e Humanas”, e até 2,5 milhões de euros, para a categoria “Ciências da Vida”. As bolsas destinam-se à permitir que os cientistas sejam “capazes de consolidar as suas equipas de investigação e desenvolver as suas ideias inovadoras.”

No concurso de 2017, em que foram aprovados para financiamento 8 projetos de investigadores a serem executados em Portugal, envolvendo uma verba total de 16,208 milhões de euros, verificou-se uma taxa de sucesso de 20 % das candidaturas portuguesas, que se situou acima da média de 13 % que se registou em toda a União Europeia.

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