
No mais recente relato da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (UNRWA, na sigla em inglês) é indicado que nas primeiras horas de 25 de janeiro de 2026, teve inicio um incêndio no que restava do complexo da sede da UNRWA em Jerusalém Oriental. O incêndio ocorreu após a demolição em larga escala de estruturas dentro do complexo pelas autoridades israelenses em 20 de janeiro de 2026, uma ação que foi amplamente condenada pela comunidade internacional.
A UNRWA relatou que em 27 de janeiro de 2026, foi cortado o fornecimento de água e eletricidade às instalações da UNRWA dentro do campo de Shu’fat, o único campo de refugiados localizado no que o Estado de Israel considera como a área municipal de Jerusalém Oriental.
No campo de Shu’fat haverá mais de 16.000 refugiados palestinianos registados a residir. A ação das autoridades de Israel do corte de água e eletricidade é, referiu a UNWRA, “o mais recente episódio da implementação de leis anti-UNRWA pelas autoridades israelenses, em violação às decisões do Tribunal Internacional de Justiça”.
Na Faixa de Gaza, apesar do cessar-fogo, a UNRWA referiu que os parceiros da Organização das Nações Unidas (ONU) continuam a relatar “atividades militares significativas, incluindo mortes de civis em ataques aéreos israelitas, bombardeamentos e tiroteios em todas as cinco províncias”, perto ou longe da designada “Linha Amarela”.
Dados do Ministério da Saúde em Gaza, terá indicado que 477 palestinianos foram mortos em ataques israelitas em Gaza desde o início do cessar-fogo em outubro de 2025. O Ministério da Saúde também indicou que pelo menos nove crianças morreram de hipotermia em Gaza durantes o atual inverno.
Em face da situação a UNRWA apela por soluções urgentes, incluindo a permissão para a entrada de baterias, painéis solares e outras fontes de energia necessárias para a instalação de sistemas de aquecimento comunitários.
Até 25 de janeiro de 2026 terão sido vacinadas 2.087 crianças durante a campanha de vacinação de 10 dias realizada em coordenação com o Ministério da Saúde, a OMS e a UNICEF. A UNRWA terá participado na campanha com 23 unidades de saúde e 35 equipas médicas.
Dados globais do Ministério da Saúde em Gaza indicam que entre 7 de outubro de 2023 e 14 de janeiro de 2026, 71.439 palestinianos terão sido mortos na Faixa de Gaza e outros 171.324 terão ficado feridos. Também, desde o início do cessar-fogo, em outubro de 2025, 463 palestinianos terão sido foram mortos, 1269 feridos e 710 corpos terão sido recuperados dos escombros.
Até 27 de janeiro de 2026, e desde o início da guerra, a UNRWA registou 390 colaboradores mortos em Gaza, sendo 309 funcionários da UNRWA e 81 pessoas que estavam a apoiar as atividades da UNRWA, até 27 de janeiro de 2026.













