
A Jordânia e da União Europeia realizaram, em 8 de janeiro de 2026, em Amã, na Jordânia, a primeira Cimeira, que concluiu com uma declaração conjunta em que manifestam “a vontade de cooperar para a estabilidade, a paz, a segurança e a prosperidade a longo prazo, bem como para os valores universais da democracia, do Estado de Direito e dos direitos humanos”.
Os líderes da Jordânia e da União Europeia reafirmam o “compromisso inabalável com os princípios da Carta das Nações Unidas” e assumem cooperar “para reforçar o multilateralismo eficaz e a ordem internacional baseada em regras, com a ONU no seu núcleo.” Assim, como condenam “todas as violações do direito internacional, do direito internacional humanitário e dos direitos humanos”, e reiteram “o nosso compromisso com a responsabilização por violações do direito internacional.”
Na declaração conjunta é manifestado o acordo ao “Plano Abrangente do Presidente Trump para o Fim do Conflito em Gaza”, e é lembrado que “o Hamas deve pôr fim ao seu domínio em Gaza, em conformidade com a política de “Um Estado, uma lei, um governo, uma arma” da Autoridade Palestiniana.
“A catastrófica situação humanitária em Gaza exige uma ação urgente”, indica a declaração, como “a distribuição sustentada e contínua de ajuda humanitária em grande escala em Gaza e em toda a região, e ao acesso irrestrito das Nações Unidas e das suas agências, e das organizações humanitárias, incluindo as ONG internacionais, em conformidade com o direito internacional humanitário”.
A Jordânia e a União Europeia assumem “que o único caminho para uma resolução justa, duradoura e abrangente do conflito no Médio Oriente é a solução de dois Estados, com o Estado de Israel e um Estado soberano e viável da Palestina, a viver lado a lado em paz, segurança e reconhecimento mútuo, em conformidade com o direito internacional e as resoluções pertinentes do Conselho de Segurança da ONU.”
Nesta linha reforçam “a importância da implementação do programa de reformas da Autoridade Palestiniana e do reforço das suas forças policiais civis, incluindo através da mobilização de missões da PCSD da UE, para que esta possa retomar o controlo de Gaza de forma segura e eficaz.”
Para isso, a Jordânia e a União Europeia, apelam “a Israel para que liberte urgentemente as receitas retidas e prolongue os serviços bancários de correspondência entre os bancos israelitas e palestinianos, ambos necessários para garantir o bom funcionamento da Autoridade Palestiniana e a prestação de serviços essenciais à população.”
Os líderes da Jordânia e da União Europeia também expressam na declaração conjunta “a profunda preocupação com a deterioração da situação na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental”, e referem rejeitar e condenar de forma veemente “quaisquer tentativas de anexação, a violência dos colonos, inclusive contra comunidades cristãs, os colonatos ilegais segundo o direito internacional, atos unilaterais ou qualquer expulsão ou deslocação de palestinianos de Gaza ou da Cisjordânia”, e que seja revertido “o plano de colonatos E1, que mina ainda mais a Solução de Dois Estados.”













