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Maior radiotelescópio do mundo já está em escuta de vida extraterrestre

Maior radiotelescópio do mundo de abertura única já está em escuta de sinais de comunicações interestelares. O ‘Five-hundred-meter Aperture Spherical Telescope’ está instalado na China e os cientistas esperam chegar a descobertas no domínio do espaço.

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Maior radiotelescópio do mundo já está em escuta de vida extraterrestre
Maior radiotelescópio do mundo já está em escuta de vida extraterrestre. Foto: © Academia Chinesa de Ciências

O maior radiotelescópio do mundo, com uma abertura única de 500 metros e ocupando uma área equivalente a 30 campos de futebol, situa-se em Pingtang County na província de Guizhou, no sudoeste da China, e demorou 5 anos a ser construído.

O ‘Five-hundred-meter Aperture Spherical Telescope’ (FAST) completou a fase de construção e agora, em 25 de setembro de 2016, vai iniciar a fase de operação de testes e respetivas afinações, acaba de anunciar a Academia Chinesa de Ciências.

Com uma abertura de 500 metros, o FAST é muito superior em dimensão ao Observatório de Arecibo (situado em Porto Rico) que possui uma abertura de 305 metros, mas também é mais sensível aos sinais de comunicações e no desempenho global.

O radiotelescópio gigante vai contribuir para a observação dos corpos celestes, tornar possível criar teorias e modelos mais fiáveis com o objetivo de verificar a física e a astronomia moderna e oferecer um enorme potencial para novas descobertas científicas.

De acordo com Yan Jun, Diretor-Geral do ‘National Astronomical Observatories’ da China, entidade responsável pelo desenho e construção do telescópio, “o FAST irá manter-se na liderança mundial pelo menos nos próximos 10 a 20 anos”.

O FAST foi projetado, desenvolvido e construído inteiramente por cientistas chineses, indica a Academia Chinesa de Ciências, e vai permitir aos cientistas examinar o hidrogénio neutro em galáxias distantes, detetar pulsares fracos, sondar moléculas interestelares, e procurar possíveis sinais de comunicações interestelares, entre outras coisas.

A Academia Chinesa de Ciências indica que embora o FAST seja um centro de investigação chinês, “o telescópio irá estar aberto à comunidade científica internacional”.

“Assim que o telescópio começar a funcionar normalmente, o Comité de Alocação de Tempo vai distribuir tempos de observação de acordo com o valor científico das propostas”, indica em comunicado a Academia Chinesa de Ciências, Nan Rendong, Engenheiro Geral e Cientista-Chefe do FAST.

Nan Rendong refere ainda que “também serão aceites propostas de cientistas estrangeiros” e que “haverá também estrangeiros no Comité de Alocação de Tempo”.

A decisão de construir o FAST foi tomada pela primeira vez em 1994, e durante mais de 10 anos de levantamento topográfico do local e de investigação tecnológica, o projeto foi aprovado pelo Governo chinês em 2007.

A construção do telescópio teve início em 2011 em Pingtang County, que se situa na província de Guizhou. Uma região famosa pelas suas formações cársticas e montanhas que de forma natural protegem o telescópio contra interferências de radiofrequência.

Após mais de cinco anos de construção, o último dos 4.450 painéis refletores do telescópio foi instalado a 3 de julho, marcando a conclusão de grandes obras de construção.

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