Metropolitano de Lisboa recebe autorização da Comissão Europeia para adjudicar construção da linha Violeta

Metropolitano de Lisboa recebe autorização da Comissão Europeia para adjudicar construção da linha Violeta
Metropolitano de Lisboa recebe autorização da Comissão Europeia para adjudicar construção da linha Violeta. Foto: Rosa Pinto

A Comissão Europeia anunciou que autorizou o Metropolitano de Lisboa a avançar com a adjudicação do contrato para a construção e conceção da linha de metro de Lisboa “Violeta”, no entanto, sujeito a condições ao abrigo do Regulamento Subvenções Estrangeiras (RSF), após uma alteração do consórcio que permite evitar qualquer distorção causada por subvenções estrangeiras.

Assim, o Metropolitano de Lisboa, enquanto entidade adjudicante, pode agora adjudicar o contrato ao proponente que apresentou a proposta economicamente mais vantajosa. Um consórcio liderado pela Mota-Engil.

A decisão, agora tomada pela Comissão Europeia, surge na sequência de uma investigação do Regulamento Subvenções Estrangeiras sobre uma notificação apresentada por um consórcio liderado pela Mota-Engil, que fez uma parceria com subcontratantes, incluindo a Portugal CRRC Tangshan Rolling Stock Unipessoal. Este consórcio participou no processo de concurso lançado em abril de 2025 pelo Metropolitano de Lisboa, a empresa ferroviária subterrânea de Lisboa, para um contrato de conceção, construção e manutenção da nova linha “Violeta”.

Na sequência de uma avaliação preliminar, a Comissão Europeia procedeu a uma investigação aprofundada, com base em indicações de que a Portugal CRRC Tangshan Rolling Stock Unipessoal poderia ter recebido subvenções estrangeiras que distorceram o procedimento de contratação, permitindo ao consórcio apresentar uma proposta indevidamente vantajosa.

Ora, a investigação aprofundada confirmou estas conclusões preliminares, revelando que as subvenções em questão tinham efetivamente dado ao consórcio uma vantagem concorrencial desleal, em detrimento de outros proponentes que participaram no concurso e da integridade do mercado interno da UE.

A Comissão Europeia adotou agora uma decisão no sentido de aceitar os compromissos assumidos pelo consórcio para substituir a Portugal CRRC por Pojazdy Szynowe PESA Bydgoszcz Spółka Akcyjna (“PESA”), um fabricante polaco de material circulante que não recebeu subvenções estrangeiras que distorcem a concorrência.

Assim, estes compromissos eliminam a distorção da concorrência no mercado interno e em consequência a Comissão Europeia deu a sua aprovação à participação do consórcio no concurso. No entanto, cabe agora ao Metropolitano de Lisboa avaliar se a proposta, que inclui o novo subcontratante, cumpre todos os requisitos técnicos e de qualidade estabelecidos nos documentos do concurso.