A Mostra de Artes Performativas em Setúbal (MAPS), que vai na sua 8.ª edição, decorre entre 9 e 18 de julho de 2026, e reúne espetáculos, performances, música, cinema documental, instalações artísticas, oficinas, conversas e projetos comunitários em vários espaços da cidade.
A iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Setúbal sob o tema “HERANÇA”, desafia artistas e públicos a refletirem sobre aquilo que recebemos e aquilo que deixamos: memórias, saberes, afetos, lutas, tradições e experiências que atravessam gerações e ajudam a construir identidades individuais e coletivas.
Ao longo de dez dias, Setúbal transforma-se num palco aberto à criação contemporânea, ocupando espaços como A Gráfica – Centro de Criação Artística, o Parque do Bonfim, a Praça de Bocage, o Cinema Charlot – Auditório Municipal, o Jardim do Quebedo, a Baixa Comercial e o Bairro do Miradouro de São Sebastião.
■ No dia 9 de julho, é a abertura do programa com “Musseque”, do coreógrafo e intérprete angolano Fábio (Krayze) Januário, espetáculo distinguido pela crítica e nomeado para Melhor Coreografia pela Sociedade Portuguesa de Autores. Através da linguagem do kuduro, a criação revisita as periferias de Luanda e aborda temas como memória, resistência e identidade. Uma performance que conta com a parceria da BoCA – Bienal de Artes Contemporâneas.
■ No dia 10 de julho e “Sobre o Fim”, de Gio Lourenço e Sofia Berberan, propõe uma experiência performativa que cruza dança, teatro e botânica, explorando a ideia de transformação e renovação através da relação entre seres humanos e plantas.
■ A 11 de julho, a MAPS sai para a rua com as “Performances no Bairro”. A iniciativa transforma a baixa comercial de Setúbal num percurso artístico onde escritores, bailarinos, atores, mágicos, caricaturistas, tatuadores, artistas plásticos e performers ocupam lojas, montras, varandas e espaços públicos. Também no dia 11 de julho, o Espaço Ágora, instalado no Jardim do Quebedo, acolhe um encontro comunitário animado por DJ Batida, acompanhado por um lanche comunitário com cachupa. À noite é o concerto multimédia “Sons de Resistência”, de Luís Bittencourt.
Uma das grandes novidades da edição de 2026 é o Espaço Ágora, uma estrutura temporária criada pelo coletivo Mergulho Urbano que funcionará como ponto de encontro, reflexão e participação cidadã. Integrado no projeto Revoada, o espaço acolhe instalações, performances, leituras, oficinas e momentos de debate sobre memória, território, participação e justiça social.
■ No dia 12 de julho, fim-de-semana, é dedicado à MINI-MAPS, programação especialmente pensada para famílias e crianças, no Parque do Bonfim. Jogos tradicionais em madeira, instalações sonoras participativas, oficinas criativas, dança contemporânea para a infância, teatro físico e concertos convidam diferentes gerações a partilhar experiências através da arte.
■ No dia 14 de julho a programação prossegue com a exibição do documentário “Peixe p’ó Gato – Histórias da Luta pelo Pão em Setúbal”, realizado por Leonardo Silva. O filme resulta de um trabalho de investigação histórica e recolha de testemunhos sobre a pobreza, a desigualdade e as formas de resistência que marcaram a história social da cidade.
■ No dia 16 de julho, a Praça de Bocage recebe “Sombras”, da companhia Teatro Só, uma criação de teatro visual e poesia física que aborda a violência doméstica através de uma linguagem acessível e profundamente emotiva.
■ No dia 17 de julho, a reflexão sobre a memória coletiva e as questões sociais prolonga-se com uma conversa pública sobre o projeto teatral “CARGA”, que investiga o papel das mulheres trabalhadoras na construção da sociedade contemporânea. À noite sobe ao palco “Sinto, Logo Existo”, espetáculo da Noisy Crew que aborda a saúde mental, a identidade e a importância do reconhecimento das emoções enquanto experiência fundamental da existência humana.
■ No 18 de julho, o encerramento da MAPS acontece com especial destaque para “Tecido Comunitário”, projeto de teatro comunitário desenvolvido em cocriação com moradores do Bairro do Miradouro de São Sebastião. Envolvendo participantes dos 6 aos 98 anos, o espetáculo resulta de um processo de recolha de memórias, histórias de vida e experiências do território, afirmando a cultura como ferramenta de inclusão, participação e transformação social.
O evento termina com uma festa aberta ao público em A Gráfica – Centro de Criação Artística, ao som de “A Minha Vida Dava uma Banda Sonora”.
A Câmara Municipal de Setúbal indicou que todos os espetáculos e atividades são de acesso gratuito, o que reforça o compromisso da MAPS com a democratização da cultura, a formação de públicos e o acesso universal à criação artística contemporânea. As atividades realizadas em espaços fechados requerem reserva prévia através do endereço maps@mun-setubal.pt.
A MAPS – Mostra de Artes Performativas em Setúbal é uma iniciativa da Câmara Municipal de Setúbal que, ao longo de oito edições, se tem afirmado como um espaço privilegiado para o encontro entre artistas, comunidades e públicos, contribuindo para uma cidade mais criativa, inclusiva e participativa.















