Novo método de rastreio de cancro da mama pode salvar milhares de mulheres

Novo método de rastreio, para mulheres com tecido mamário denso, pode potencialmente salvar milhares de vidas através da deteção de cancro da mama, quatro a seis anos mais cedo do que a tecnologia mamográfica.

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Mulher a executar um autoexame de cancro da mama
Mulher a executar um autoexame de cancro da mama. Foto: National Cancer Institute/ Linda Bartlett

Investigação desenvolvida por David A. Strahle, presidente da ‘Regional Medical Imaging(RMI) em Flint, Michigan, EUA, é diferente de qualquer outra já realizada no domínio da deteção precoce do cancro da mama podendo ter implicações internacionais, para metade da população feminina.

As mamografias são o padrão atual para o rastreio mamário, sendo a Imagiologia por Ressonância Magnética (IRM) utilizada apenas para mulheres com alto risco de cancro, ou seja, em apenas 2% da população, devido aos seus custos.

O protocol proposto por David A. Strahle, o ‘Rapid Breast MRI’, cujo estudo foi publicado em 31 de janeiro de 2017, na revista ‘Breast Cancer Research and Treatment reduz o tempo de ‘varredura’ de 70% para apenas 7 minutos, reduzindo significativamente os custos e permitindo a sua utilização em mulheres com tecido mamário denso.

A tecnologia mamográfica para mulheres com tecido mamário denso para deteção do cancro não é tão eficaz como por IRM, esclareceu o investigador David A. Strahle. Além disso, ao contrário da tomossíntese ou mamografia 3D, as IRM não usam radiação, ou seja, raios x.

“As mamografias são como tentar ver sem radar uma tempestade através de nuvens” referiu disse David A. Strahle, que para além de medicina possui conhecimentos avançados em aviação. A “IRM permite penetrar através de tecido denso, permitindo aos radiologistas detetar praticamente todos os tumores suspeitos.”

O estudo de que é primeiro autor David A. Strahle e que define o diagnóstico por ressonância magnética numa base regular de mulheres com tecido mamário denso, envolveu 671 mulheres ao longo de sete anos.

A investigação inclui um método mais fácil para interpretar exames de ressonância magnética, diminuindo a taxa de falsos positivos abaixo de qualquer outro método de diagnóstico mamário.

O novo método de deteção de cancro mamário além de reduzir o tempo de ‘varredura’, pode potencialmente levar a rastreios apenas de dois em dois anos em vez de serem feitas anualmente, como acontece com as mamografias. Neste caso o custo anual dos exames de deteção de cancro da mama desce de forma significativa, concluiu o investigador.

David A. Strahle considera o novo método um grande avanço na deteção de cancro mamário, e afirmou que está confiante que um dia seja possível impedir a doença do cancro da mama que continua as mulheres.

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