OMS: Conflito no Médio Oriente e os riscos graves para a saúde da população

OMS: Conflito no Médio Oriente e os riscos graves para a saúde da população
OMS: Conflito no Médio Oriente e os riscos graves para a saúde da população. Foto: © OMS

O conflito no Médio Oriente está a afetar um conjunto de países com riscos para a saúde que, como indica a Organização Mundial da Saúde (OMS), inclui: traumas, ferimentos e incapacidades; acesso contínuo aos cuidados de saúde, especialmente para as pessoas deslocadas, incluindo o tratamento de doenças não transmissíveis, e o potencial de propagação de doenças em abrigos; riscos associados às greves nas centrais de dessalinização, reduzindo o acesso das pessoas a água potável; o potencial para um incidente químico, biológico, radiológico ou nuclear com consequências para a saúde; doenças relacionadas com o calor com o aumento da temperatura; sofrimento mental; e doenças respiratórias.

Mas para além dos impactos imediatos do conflito na saúde, a OMS lembra que os ataques a instalações de armazenamento de petróleo e refinarias no Irão, Bahrein e Arábia Saudita levantam preocupações sobre a poluição atmosférica. Alem disso, uma exposição ambiental regional mais ampla e a escassez de combustível pode afetar o funcionamento dos sistemas de saúde.

A OMS relata que os ataques aos serviços de saúde em vários países levaram à morte de profissionais de saúde e têm consequências mais vastas na redução do acesso aos cuidados a curto e, por vezes, a longo prazo, dependendo do incidente.

Também as interrupções nas cadeias de abastecimento, o aumento dos custos de transporte e a variabilidade no mercado energético podem ter efeitos em cascata em toda a cadeia de abastecimento e podem limitar o acesso a medicamentos e fornecimentos essenciais, indica a OMS.

A situação não deixa margens para que um apoio minimamente eficaz à população afetada. No entanto, a OMS refere que está a mitigar as ameaças sempre que possível, respondendo a pedidos de apoio das autoridades de saúde que vão desde formação a fornecimentos, expandindo sistemas de vigilância de doenças para abrigos, coordenando outros parceiros de saúde e reportando ataques a serviços de saúde.

Também, em colaboração com a Organização das Nações Unidas (ONU) e outros parceiros, a OMS indica que está a mitigar as perturbações nas cadeias de abastecimento médico humanitário, a identificar rotas e locais de abastecimento alternativos para continuar a satisfazer as necessidades globais e a entregar mantimentos onde as necessidades são mais urgentes.