
A Organização Mundial da Saúde (OMS) refere, em comunicado, que lamenta a saída dos Estados Unidos da Organização. Uma decisão que considera tornar os Estados Unidos e o mundo menos seguros.
A OMS lembra que os Estados Unidos da América (EUA) contribuíram significativamente para muitas das maiores conquistas da OMS, incluindo a erradicação da varíola e o progresso no combate a muitas outras ameaças à saúde pública, como poliomielite, HIV, Ebola, gripe, tuberculose, malária, doenças tropicais negligenciadas, resistência antimicrobiana, segurança alimentar e muito mais.
As declarações do governo dos EUA sobre a OMS que a Organização diz que “difamou, manchou e insultou”, comprometendo a sua independência. Ora, para a Organização o oposto é que é verdade, e referiu que a OMS sempre procurou dialogar com os EUA de boa-fé, com pleno respeito à sua soberania, aliás como faz com todos os Estados-membros.
A OMS lembra que os Estados Unidos citaram como uma das razões para sua decisão as “falhas da OMS durante a pandemia de COVID-19”, incluindo “obstruir o compartilhamento oportuno e preciso de informações críticas” e o fato de a OMS ter “ocultado essas falhas”.
Nenhuma organização ou governo acertou em tudo, lembra a OMS, e defende a sua resposta a essa crise de saúde global sem precedentes. “Ao longo da pandemia, a OMS agiu rapidamente, compartilhou todas as informações que possuía de forma rápida e transparente com o mundo e aconselhou os Estados-Membros com base nas melhores evidências disponíveis”.
“A OMS recomendou o uso de máscaras, vacinas e distanciamento físico, mas em nenhum momento recomendou o uso obrigatório de máscaras, a obrigatoriedade da vacinação ou lockdowns”, refere a Organização. Lembra também que apoiou “os governos soberanos para que tomassem as decisões que considerassem ser do melhor interesse de seus povos, mas as decisões eram deles.”
A Organização refere que “iImediatamente após receber os primeiros relatos de um surto de casos de “pneumonia de causa desconhecida” em Wuhan, na China, em 31 de dezembro de 2019, a OMS solicitou mais informações à China e ativou seu sistema de gestão de incidentes de emergência. Quando a primeira morte foi relatada na China, em 11 de janeiro de 2020, a OMS já havia alertado o mundo por meio de canais formais, declarações públicas e medias sociais, convocado especialistas globais e publicado orientações abrangentes para os países sobre como proteger suas populações e sistemas de saúde.”
É lembrado que “quando o Diretor-Geral da OMS declarou a COVID-19 uma emergência de saúde pública de importância internacional, de acordo com o Regulamento Sanitário Internacional, em 30 de janeiro de 2020 – o nível máximo de alerta previsto pelo direito internacional da saúde –, fora da China havia menos de 100 casos relatados e nenhuma morte registada.”
“Nas primeiras semanas e meses da pandemia, o Diretor-Geral instou repetidamente todos os países a tomarem medidas imediatas para proteger as suas populações, alertando que “a janela de oportunidade está a fechar-se”, que “isto não é um simulacro” e descrevendo a COVID-19 como “inimigo público número um””, indica a OMS.
É lembrado que “em resposta às múltiplas avaliações da pandemia de COVID-19, incluindo a avaliação do desempenho da OMS, a OMS tomou medidas para fortalecer seu próprio trabalho e apoiar os países no aprimoramento de suas capacidades de preparação e resposta a pandemias. Os sistemas que desenvolvemos e gerenciamos antes, durante e depois da fase de emergência da pandemia, e que funcionam 24 horas por dia, 7 dias por semana, contribuíram para manter todos os países seguros, incluindo os Estados Unidos”, escreve a OMS em comunicado.
A sobre a afirmação dos EUA de que a OMS “seguiu uma agenda politizada e burocrática, impulsionada por nações hostis aos interesses americanos”, a Organização refuta a afirmação e afirma que a mesma não é verdadeira, afirma que “como agência especializada das Nações Unidas, governada por 194 Estados-Membros, a OMS sempre foi e continua sendo imparcial e existe para servir a todos os países, com respeito à sua soberania e sem medo ou favorecimento.”













