Organização Mundial da Saúde renova compromisso com parceiros no tratamento da Lepra

Organização Mundial da Saúde renova compromisso com parceiros no tratamento da Lepra
Organização Mundial da Saúde renova compromisso com parceiros no tratamento da Lepra. Foto: © OMS

O acesso ao tratamento da hanseníase (lepra) é essencial para os esforços globais de eliminação da doença, afirma a Organização Mundial da Saúde (OMS) quando se assinala o Dia Mundial da Lepra, em 25 de janeiro de 2026.

A lepra é uma doença infeciosa causada pela bactéria, Mycobacterium leprae, e é uma das doenças mais antigas conhecidas pela humanidade. A doença afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. Sem tratamento, pode causar incapacidades progressivas e permanentes, além de estigma e isolamento social. No entanto, a doença tem tratamento com a poliquimioterapia (MDT).

Os esforços para eliminar a lepra têm levado à redução do número de novos casos em muitos países. Os dados da OMS indicam que, em 2024, dos 188 países, áreas ou territórios que reportaram dados, 55 relataram não ter tido nenhum caso. No entanto, foram notificados à OMS, 172.717 novos casos em todo o mundo.

Muitos parceiros da OMS, incluindo empresas farmacêuticas como a Novartis, têm vindo a apoiar fortemente os esforços para eliminar a lepra. A OMS tem vindo desde 2000 a colaborar com a Novartis no fornecimento gratuito da poliquimioterapia (MDT) e de clofazimina, a todos os pacientes com lepra no mundo. A OMS indicou que se trata de uma parceria continua com um dos programas de doação de medicamentos mais duradouros na área da saúde global.

Após 25 anos de parceria, a OMS e a Novartis estenderam um Memorando de Entendimento por mais 5 anos, de 2026 a 2030. A extensão prevê o fornecimento contínuo de MDT e também inclui financiamento para a aquisição e distribuição de rifampicina em dose única para profilaxia pós-exposição.

“O compromisso inabalável de parceiros como a Novartis ao longo do último quarto de século tem sido fundamental para o progresso alcançado contra a hanseníase”, disse, citado em comunicado, Jeremy Farrar, Diretor-Geral Adjunto da OMS para Promoção da Saúde, Prevenção de Doenças e Cuidados.

“Seu apoio constante para garantir o acesso gratuito ao tratamento ajudou a transformar milhões de vidas e nos aproximou de um mundo livre dessa doença ancestral. Essa colaboração duradoura exemplifica o poder da solidariedade global em saúde – um lembrete de que, juntos, podemos superar até mesmo os desafios de saúde mais antigos e arraigados quando ciência, equidade e parcerias se alinham”, acrescentou Jeremy Farrar.

A OMS indicou que a disponibilidade de poliquimioterapia (PQT) gratuita possibilitou a cura da doença, a prevenção de incapacidades, a redução do estigma e permitiu que os indivíduos afetados continuassem a trabalhar e levado vidas normais. Além disso, a clofazimina garantiu o tratamento das reações hansénicas, que são caracterizadas por episódios inflamatórios súbitos e graves, podendo levar à incapacidade quando não são tratadas.

“A hanseníase é uma das doenças infeciosas mais antigas conhecidas pela humanidade e combatê-la faz parte da história da nossa empresa desde a descoberta da primeira cura eficaz”, disse Lutz Hegemann, Presidente de Saúde Global da Novartis. “Nos últimos 25 anos, alcançamos milhões de pacientes em conjunto com a OMS e estamos comprometidos em ir além para alcançar nossa visão de um mundo livre da hanseníase.”

O Dia Mundial da Hanseníase (Lepra) deste ano tem como lema “A hanseníase tem cura, o verdadeiro desafio é o estigma”.