Polícias exigem aumentos e condições dignas de trabalho

Polícias manifestaram-se ontem em Lisboa para exigir descongelamento das carreiras, progressão nas carreiras, e melhores condições de trabalho, que incluem melhores instalações e equipamentos.

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Polícias frente ao Ministério das Finanças
Polícias frente ao Ministério das Finanças. Foto: TVEuropa

Uma manifestação organizada pela Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações Profissionais das Forças e Serviços de Segurança e que contou, também, com a participação dos sindicatos da Policia de Segurança Pública (PSP) e da Guarda Nacional Republicana (GNR) que não integram a CCP, teve lugar, ontem, em Lisboa, para exigirem do Governo descongelamento das carreiras e melhores condições de trabalho.

A manifestação constituída por elementos da PSP, GNR, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), Polícia Marítima e Guarda Prisional começou no Marquês de Pombal às 18h30 e chegou ao Terreiro do Paço cerca de uma hora depois. As polícias pretendiam entregar um documento no Ministério das Finanças ao Ministro, Mário Centeno, onde apresentavam os argumentos reivindicativos, nomeadamente, o descongelamento dos índices remuneratórios.

Quando os manifestantes chegaram ao Terreiro do Paço, o Ministério das Finanças estava vedado com um extraordinário dispositivo policial. O forte dispositivo de segurança era de tal grandeza que alguns dos polícias envolvidos na manifestação ficaram surpreendidos e exclamaram “o que é isto?!”

O dispositivo policial em frente ao Ministério das Finanças envolvia dezenas de viaturas das forças da Unidade Especial de Polícia, viaturas com cães e centenas de polícias, incluindo elementos do Corpo de Intervenção. De acordo com informação recolhida no local foram vários os polícias deslocados de varias partes do país para o dispositivo no Terreiro do Paço, nomeadamente do Algarve e do Norte do País. Outra informação recolhida foi de que houve muitos dos polícias colocados extraordinariamente em escala de serviços para o dia e horas previstas da manifestação, impedindo assim a sua participação.

Frente ao Ministério das Finanças os manifestantes usaram palavras como “vergonha, vergonha”, “descongelamento das carreiras já”, “luta continua, os polícias estão na rua”, “policias unidos já mais serão vencidos”, e por várias vezes Hino Nacional pode também ser ouvido, entoado pelos polícias.

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