Portugal aumenta pedidos de registo de patentes ao Instituto Europeu

Pedidos de registo de patentes por entidades portuguesas, ao Instituto Europeu de Patentes, aumentou 8,5%, em 2016. Mobiliário e Farmacêutica foram as indústrias com mais pedidos. A Novadelta liderou o número de pedidos.

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Edíficio Sede do Instituto Europeu de Patentes, em Munique
Edíficio Sede do Instituto Europeu de Patentes, em Munique. Foto: © IEP/EPO

O número de pedidos de registo de patentes ao Instituto Europeu de Patentes (IEP) a partir de Portugal cresceu 8,5% em 2016. Um aumento muito superior à média da União Europeia que foi de menos 0.6%. Portugal foi também um dos países com maior número de pedidos de patentes.

Em 2016 as empresas, centros de investigação e universidades portuguesas submeteram 153 pedidos de registo de patentes ao IEP. Em 2015 tinham submetido 141 pedidos. De acordo com o IEP, as patentes europeias concedidas a centros de investigação e empresas portuguesas aumentaram de 28,3% para 59%, de 2015 para 2016. Um aumento que é o mais elevado dos últimos dez anos.

Crescimento dos pedidos de registo de patentes com origem em Portugal no IEP
Fig.: Crescimento dos pedidos de registo de patentes com origem em Portugal no IEP

De acordo com o IEP, os pedidos de registos portugueses “aumentaram sobretudo nas áreas de Química Orgânica Fina”, ainda que o número seja pequeno, mas também, “nos Transportes, Maquinaria e dispositivos elétricos e Energia”. O maior número de pedidos de registo de patentes com origem em Portugal está relacionado com as áreas de Mobiliário e Indústria farmacêutica com 8%, cada, e com o Cálculo/Medição com 7%.

A empresa Novadelta-Comércio e Industria de Cafés fez 12 pedidos de registo, em 2016, tornando-se a empresa portuguesa com maior número de pedidos de registo de patentes junto do IEP, já em 2015 tinha feito 5 pedidos. A empresa Saronikos Trading and Services ficou em segundo lugar ao fazer 8 pedidos, a Bial-Portela fez 6 pedidos de registos e a Universidade do Porto fez 5.

Por região o Minho e Douro Litoral lideram o ranking regional com 41% do total de pedidos de registo de patentes em Portugal, uma ligeira queda em relação a 2015 que foi de 42.5%, seguiu-se Lisboa com 17.9%, a Beira Litoral com 17.3% e a Estremadura e Ribatejo com 10.3%.

No ranking das cidades, a área metropolitana de Lisboa liderou com 28 pedidos de registo de patentes, à frente de cidades como Porto com 19 e Braga com 16.

O IEP indica que recebeu, em 2016, aproximadamente 160 mil pedidos de registo de patentes com origem na Europa. Um número igual ao no ano anterior.

Fig.: Crescimento dos pedidos de registo de patentes com origem na Europa
Fig.: Crescimento dos pedidos de registo de patentes com origem na Europa

Os pedidos de registos com origem na China voltaram a aumentar em 2016, verificando-se um crescimento de 24.8% em comparação com 2015. Os pedidos da Coreia também aumentaram em 6.5%, mas no caso dos EUA houve uma diminuição de pedidos de 5.9%, do Japão em menos 1.9%.

O volume de pedidos com origem nos 38 estados membros da Organização Europeia de Patentes manteve-se praticamente estável em 2016 em comparação com 2015, tendo havido uma pequena diminuição de 0.2%.

Os cinco países com maior número de pedidos de registo de patentes foram EUA, Alemanha, Japão, França e Suíça.

Fig.: Origem dos pedidos de registo de patentes
Fig.: Origem dos pedidos de registo de patentes

“Os resultados de 2016 confirmam a atratividade da Europa enquanto líder do mercado global no âmbito da inovação,” afirmou o Presidente do IEP, Benoît Battistelli, citado em comunicado do IEP.

Benoît Battistelli referiu ainda que “numa conjuntura política e económica em constante mutação, as empresas de todo o mundo mantiveram a sua procura por proteção de patentes na Europa. Apesar de assistirmos a um crescimento impressionante no número de pedidos de registo de patentes com origem na Ásia, as empresas europeias mantêm o papel de líderes na inovação e crescimento no seu mercado de origem, provando a sua resiliência face a condições económicas adversas.”

Entre as grandes economias europeias com o maior volume de pedidos ao IEP, em 2016, a Bélgica liderou com um crescimento de 7% face a 2015. Outros países também aumentaram os pedidos, foi o caso da Itália com 4.5%, Áustria com 2.6%, Espanha com 2.6%, Suíça com 2.5%, Reino Unido com 1.8% e Alemanha com 1.1%.

De entre os países que registaram uma diminuição de pedidos em 2016 comparativamente com 2015 encontra-se a França com menos 2.5% e a Holanda com menos 3.6%. O IEP recebeu um menor número de pedidos de registo de patentes provenientes de alguns dos países nórdicos, nomeadamente da Finlândia com menos 8.8%, Suécia com menos 7.4% e da Dinamarca com menos 2.8%.

Fig.: Top dos 50 países com maior número de pedidos de registo de patentes
Fig.: Top dos 50 países com maior número de pedidos de registo de patentes

A um nível global, a tecnologia médica continua a ser a área com maior número de pedidos de registo de patentes junto do IEP, embora tenham tido um ligeiro decréscimo de 2.1% em 2016, seguida novamente pelas áreas de Comunicação Digital e Tecnologia Informática.

Fig.: Áreas técnicas com maior número de pedidos de registo de patentes
Fig.: Áreas técnicas com maior número de pedidos de registo de patentes

O maior crescimento de pedidos de registo verificou-se em Eletricidade, no âmbito de maquinaria, dispositivos e energia, com 5.1%, seguida de Transportes com 3.6% e de Tecnologia informática com 2.9%.

A Philips foi pelo segundo ano consecutivo a empresa que submeteu o maior número de pedidos de registo de patentes junto do IEP. A Huawei ficou em 2.º lugar, seguida pela Samsung, LG e United Technologies. O top 10 foi constituído por quatro companhias da Europa, três dos EUA, duas da Coreia e uma da China.

Fig.: Top 10 de empresas requerentes de patentes em 2016
Fig.: Top 10 de empresas requerentes de patentes em 2016

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