Portugal emite 4.000M€ em Obrigações do Tesouro a 10 anos

Foi hoje, 8 de janeiro, realizada a primeira emissão de Obrigações do Tesouro de 2020, no total de 4 mil milhões de euros a 10 anos, e a uma taxa de 0,499%. Esta emissão permite satisfazer 24% das necessidades de financiamento de 2020.

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Edifício da Ministério das Finanças
Edifício da Ministério das Finanças. Foto: © Rosa Pinto

Portugal fez hoje a sua primeira emissão de Obrigações do Tesouro de 2020. Uma nova emissão de 4.000 milhões de euros de Obrigações do Tesouro com maturidade em outubro de 2030. O quadro de condições de financiamento foi particularmente favorável dado que houve um grande apetite dos investidores pela dívida portuguesa, referiu o Ministério das Finanças (MF).

O MF esclareceu que “esta emissão sindicada permitiu satisfazer, desde já, cerca de 24% das necessidades de financiamento da República Portuguesa no ano de 2020”.

A nova emissão de Obrigações do Tesouro com maturidade em 2030 foi colocada através de uma emissão sindicada e passará a ser a nova referência para a maturidade de 10 anos da República Portuguesa, substituindo a operação de Obrigações do Tesouro de Junho de 2029.

A taxa de colocação da nova emissão foi de 0,499%, a que corresponde um diferencial face à taxa swap do euro para a mesma maturidade de 33 pontos base, e beneficiou de uma procura mais do que 6 vezes superior à oferta, com o livro de ordens a atingir cerca de 25,7 mil milhões de euros, indicou o MF.

O MF indicou ainda que “esta emissão, onde se fixa uma taxa de cupão de 0,475%, o valor mais baixo de sempre (para qualquer prazo), confirma a evolução extremamente favorável das condições de financiamento de Portugal ao longo do ano de 2019. A emissão sindicada da OT com maturidade em 2029 realizada em janeiro de 2019 beneficiou de uma taxa de colocação de 1,978%, a que correspondeu um diferencial face à taxa swap do euro para a mesma maturidade de 112 pontos base”.

Para o MF “a evolução das condições de financiamento em mercado da República Portuguesa ao longo do ano de 2019 traduz a confiança dos investidores na estabilidade económica, política e social, na manutenção de uma política orçamental responsável e na continuação do robustecimento do sistema financeiro. Ao longo de 2019, prosseguiu a queda sustentada do crédito malparado e o aumento da capitalização dos bancos portugueses para níveis já próximos da média da União Europeia. Esta evolução tenderá a favorecer uma evolução positiva do rating da República Portuguesa em 2020”.

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