Portugal vai integrar o Conselho de Segurança das Nações durante dois anos

Portugal vai integrar o Conselho de Segurança das Nações durante dois anos
Portugal vai integrar o Conselho de Segurança das Nações durante dois anos. Foto: ©PR

A Assembleia Geral das Nações Unidas elegeu Portugal para Conselho de Segurança das Nações Unidas, uma decisão que o Presidente da República, António José Seguro, refere ser “uma conquista que enaltece todo o povo português”.

O Presidente da República refere que enaltece “o que somos, a confiança que transmitimos e também o reconhecimento pelo nosso apego a valores universais”. Mas também é “o reconhecimento do compromisso do nosso país com o multilateralismo e, em particular, com as Nações Unidas.”

A eleição para Conselho de Segurança “reflete a credibilidade, a confiança e o respeito de Portugal na comunidade internacional”, mas acrescenta António José Seguro, “é também uma vitória da diplomacia portuguesa e da coerência e estabilidade da nossa política externa.”

Depois da apresenta da candidatura pelo país em janeiro de 2013, os diversos Governos desenvolveram uma extensa campanha diplomática junto dos mais diversos países para o culminar com a votação de 3 de junho de 2026 na Assembleia Geral das Nações Unidas. Mas, para além sobretudo do trabalho desenvolvido pelos Ministros dos Negócios Estrangeiros, António José Seguro refere que “merecem também uma referência particular a Missão junto das Nações Unidas em Nova Iorque, assim como os anteriores Presidentes da República, Aníbal Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa, pelos seus esforços em torno deste objetivo.”

Na declaração, o Presidente da República manifesta “a certeza de que Portugal, nos dois anos de mandato no Conselho de Segurança, saberá realizar um diálogo profícuo com todos os países”, e acrescenta estar certo que no Conselho de Segurança o país irá “trabalhar por uma defesa intransigente do respeito pelo direito internacional, tendo em vista a prossecução da paz, a segurança e o desenvolvimento sustentável.”

“Numa conjuntura internacional cada vez mais desafiante e imprevisível e numa ocasião em que somos confrontados com tantos desafios globais, faço votos para que este mandato de Portugal no Conselho de Segurança sirva para contribuir para um mundo mais pacífico, menos desigual, mais justo e mais digno”, conclui o Presidente da República.