Portugueses ganham 8,5 milhões de euros em bolsas ERC, Horizonte 2020

Elvira Fortunato, Rahul Pandharipande, Caetano Reis e Sousa, são os três portugueses vencedores das bolsas ERC do Programa Horizonte 2020, da União Europeia. As bolsas são no valor total de 8,5 milhões de euros.

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Portugueses ganham 8,5 milhões de euros em bolsas ERC, Horizonte 2020
Portugueses ganham 8,5 milhões de euros em bolsas ERC, Horizonte 2020. Foto: Rosa Pinto

O Conselho Europeu de Investigação (ERC, sigla em inglês) anunciou hoje, 6 de abril, a atribuição de 269 bolsas no total de 653 milhões de euros, no âmbito do Programa de Investigação e Inovação da União Europeia, Horizonte 2020. As bolsas avançadas de 2017 são atribuídas a cientistas de excelência, que elaboraram trabalhos de investigação relevantes nos últimos 10 anos.

De entre os vencedores das bolsas do ERC estão três investigadores portugueses que vão receber perto de 8,5 milhões euros. Destes três investigadores de nacionalidade portuguesa, apenas um desenvolve a investigação em Portugal.

Carlos Moedas, Comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, referiu: “Estes três investigadores agora premiados comprovam, mais uma vez, o trabalho de qualidade que os cientistas portugueses fazem, tanto no seu país como no estrangeiro.”

O Comissário referiu ainda que as “bolsas Avançadas têm apoiado investigadores de excelência desde 2007. São um grande exemplo de como o financiamento europeu pode ajudar a expandir as fronteiras da ciência e do conhecimento, dando as ferramentas e os recursos necessários para que se continue a produzir investigação inovadora e de alto risco, garante da competitividade europeia a nível global.”

Os investigadores portugueses e projetos que ganham bolsas ERC:

Elvira Fortunato da NOVA.ID.FCT, com o projeto DIGISMART, uma plataforma multifuncional de materiais digitais para aplicações inteligentes integradas;

Rahul Pandharipande, do ETH Zurich, como o projeto MACI, módulos, ciclos algébricos e invariáveis;

Caetano Reis e Sousa, do Francis Crick Institute, com o projeto DCPOIESIS, uma solução em estado estacionário e orientada para a produção de células dendríticas.

As bolsas ERC premeiam a investigação de excelência em todas as áreas científicas, às quais podem ser candidatos investigadores de qualquer nacionalidade. No último concurso os países com mais investigadores premiados foram o Reino Unido, com 50, a Alemanha com 40, França com 29 e Espanha com 18.

As bolsas permitem que investigadores possam concretizar os projetos com os quais se candidataram, bem como a criação de emprego para aproximadamente 2 mil pós-doutorados, estudantes de doutoramento e outros membros das equipas de investigação dos bolseiros.

O número de candidaturas às bolsas do Conselho Europeu de Inovação é cada vez maior, ao último concurso foram apresentadas 2.167 propostas, tendo sido selecionadas para financiamento 12 %. De assinalar que 17 % dos premiados são mulheres.

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