Previsões económicas da primavera são de crescimento

Economia europeia vai no quinto ano de retoma, e está a chegar a todos os Estados-Membros da União Europeia (UE), indica a Comissão Europeia (CE). A previsão é que a retoma prossiga a um ritmo constante em 2017 e em 2018.

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Atividade económica, Porto
Atividade económica, Porto. Foto: Rosa Pinto

As previsões da primavera da Comissão Europeia, divulgadas hoje, 11 de maio, apontam para um crescimento do PIB da área do euro que deve atingir os 1,7 % em 2017 e os 1,8 % em 2018. Uma previsão que melhorou o crescimento do PIB em relação à do inverno que foi de 1,6 % e 1,8 %.

Prevê-se que o crescimento do PIB da UE no seu conjunto se mantenha constante, a um nível de 1,9 % em 2017 e 2018, na previsão de inverno o valor apontado foi de 1,8 % em ambos os anos.

Para Valdis Dombrovskis, Vice-Presidente da CE, e responsável pelo Euro e pelo Diálogo Social, bem como pela Estabilidade Financeira, pelos Serviços Financeiros e pela União dos Mercados de Capitais, “as previsões económicas de hoje apontam para uma consolidação do crescimento e uma continuação da diminuição do desemprego na UE.”

No entanto, o Comissário da UE indica que “a situação é bastante diferente de um Estado-Membro para outro, sendo os melhores resultados registados nas economias que implementaram reformas estruturais mais ambiciosas.”

Valdis Dombrovskis considera que para restabelecer o equilíbrio, é necessário proceder a “reformas decisivas em toda a Europa, quer se trate de abrir os mercados de produtos e serviços ou de modernizar o mercado de trabalho e os sistemas de proteção social.”

Para Pierre Moscovici, Comissário responsável pelos Assuntos Económicos e Financeiros, Fiscalidade e União Aduaneira, “a Europa está a entrar no seu quinto ano consecutivo de crescimento, apoiado por políticas monetárias favoráveis ao crescimento, uma sólida confiança das empresas e dos consumidores e uma melhoria do comércio mundial.”

O Comissário considera que chegou a boa noticia, ou seja, “o elevado nível de incerteza que caracterizou os últimos doze meses poderá estar a começar a diminuir. Mas a retoma da área do euro em matéria de emprego e de investimento continua a ser desigual. O principal desafio dos próximos meses e anos consistirá em combater as causas desta disparidade.”

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