Quatro hackers presos na Polónia ligados ao cibercrime

Autoridades polacas, com o apoio da Europol, prendem 4 suspeitos hackers do cibercrime. Os hackers infetavam dispositivos com malware, apropriavam-se de números de telemóveis para aceder a contas bancárias e enganavam clientes com falsas lojas de comércio online.

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Quatro hackers presos na Polónia ligados ao cibercrime
Quatro hackers presos na Polónia ligados ao cibercrime. Foto: © Rosa Pinto

As autoridades polacas acabam de anunciar a prisão de 4 pessoas suspeitas de serem hackers, refere a Europol em comunicado. A operação coordenada contra o cibercrime permitiu a prisão, do que consideram ser, alguns dos cibercriminosos mais ativos da Polónia.

A operação foi realizada pelo Gabinete de Investigação do Centro de Polícia da Polónia sob a supervisão do Gabinete do Procurador Regional de Varsóvia, em conjunto com os departamentos de cibercriminalidade da sede da polícia provincial e da Europol.

A Europol refere em comunicado que as autoridades acreditam que os quatro suspeitos estejam envolvidos numa ampla variedade de crimes cibernéticos, que incluem:

Distribuição de malware: os investigadores estabeleceram que dois dos suspeitos estavam envolvidos na distribuição de malware, como Ferramentas de Acesso Remoto e malware móvel. O malware foi distribuído por meio de e-mails de phishing que passavam por instituições governamentais. Acredita-se que mais de 1.000 pessoas, em toda a Polónia, tenham sido vítimas deste golpe específico.

Troca de SIM: os criminosos roubaram dados pessoais, incluindo credenciais de contas bancárias, de computadores e telefones infetados com malware previamente implantado nos dispositivos das vítimas. Então, usariam os dados roubados para enganar as operadoras dos telemóveis das vítimas, fazendo-as transferir os números de telefone das vítimas para outros cartões SIM em posse desses indivíduos. A partir desse momento, os criminosos receberiam todas as chamadas e mensagens de texto, incluindo senhas bancárias únicas que usavam para transferir dinheiro das contas bancárias das vítimas para contas de “mulas de dinheiro” ou plataformas de câmbio de criptomoeda. Utilizando esta técnica, os criminosos conseguiram roubar mais de 147.000 euros das contas bancárias das suas vítimas.

Fraude de comércio eletrónico: um dos criminosos sob investigação também administrava 50 lojas online falsas e acredita-se que tenha fraudado cerca de 10.000 pessoas. Vários desses falsos sites de comércio eletrónico também foram usados ​​para distribuir malware.

Ameaças de bomba: Dois dos presos também estiveram por trás de uma série de ameaças de bomba enviadas a jardins-de-infância em todo o país, levando à evacuação de 13.350 pessoas.

O Centro Europeu da Cibercriminalidade (EC3) da Europol apoiou as autoridades polacas com análises operacionais a fim de identificar os principais alvos e informar a estratégia global.

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