Tromboembolismo Venoso afeta uma em cada quatro pessoas

Grupo de Estudos de Cancro e Trombose lança campanha de informação sobre a trombose no âmbito do Dia Mundial da Trombose, 13 de outubro. Conhecer os sintomas, causas ou fatores de risco e as medidas de prevenção podem fazer a diferença numa patologia muitas vezes fatal.

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Tromboembolismo Venoso afeta uma em cada quatro pessoas
Tromboembolismo Venoso afeta uma em cada quatro pessoas

A Sociedade Internacional de Trombose e Hemostase (ISTH) indicou que, anualmente, em todo o mundo, ocorrem cerca de dez milhões de novos casos de Tromboembolismo Venoso (TEV), e a cada 37 segundos uma pessoa morre em consequência do problema. Na Europa e nos Estados Unidos da América, o TEV mata mais pessoas que a SIDA, cancro da mama, cancro da próstata e acidentes de viação.

No âmbito do Dia Mundial da Trombose (World Thrombosis Day), 13 de outubro, o Grupo de Estudos de Cancro e Trombose (GESCAT) lançou a campanha “APRENDA A IDENTIFICAR OS SINAIS E OS SINTOMAS DE UM TEV!”. Uma campanha que tem como objetivo informar, sensibilizar e consciencializar a população, doentes oncológicos, profissionais de saúde e decisores políticos para as causas, fatores de risco, sinais e sintomas da trombose.

Uma em cada quatro pessoas, em todo o mundo, perde a vida diariamente devido a um TEV. Estes números da ISTH, vêm reforçar a necessidade de aumentar a consciencialização da população para a principal causa de morte cardiovascular evitável.

O TEV resulta da formação de coágulos de sangue nas veias ou artérias, levando ao seu entupimento e impedindo que o sangue circule. Esta situação pode levar à ocorrência da Trombose Venosa Profunda (TVP) ou da Embolia Pulmonar (EP), que são patologias de elevada gravidade e que constituem uma das três principais causas de morte cardiovascular no mundo: ataque cardíaco, acidente vascular cerebral (AVC) e tromboembolismo venoso (TEV).

Mas, esclareceu Sérgio Barroso, médico oncologista e presidente do GESCAT, “mesmo com os altos índices de mortalidade associados ao TEV, grande parte da população desconhece os problemas relacionados com esta patologia silenciosa.”

O médico oncologista acrescentou: “A população oncológica, devido à quimioterapia, radioterapia, hospitalização e imobilidade têm um risco acrescido de de desenvolver um TEV. Daí que um doente bem informado sobre a sua condição pode permitir maior sucesso nos tratamentos e garantir/exigir melhores cuidados durante a hospitalização”, e ainda “se tiver alguma dúvida com algum dos sintomas deve procurar ajuda junto do médico assistente.”

“O TEV pode afetar pessoas de todas as faixas etárias, raça e etnia, não havendo uma prevalência diferente da doença em função do sexo da pessoa”, esclareceu Sérgio Barroso. No entanto, acrescentou: “Existem diversos fatores de risco que contribuem fortemente para aumentar os riscos de formação de um coágulo nas veias levando ao seu entupimento e impedindo que o sangue circule normalmente.”

O médico oncologista esclareceu que “a hospitalização é um fator de risco significativo para o desenvolvimento de trombose. Pacientes com mobilidade reduzida, devido ao repouso prolongado, ou com trauma vascular, em decorrência de cirurgias ou lesões graves, têm maior probabilidade de ter coágulos sanguíneos. Até 60% dos casos de TEV ocorrem durante a hospitalização ou dentro de 90 dias, no pós-alta. Também a idade superior a 60 anos, o histórico pessoal ou familiar de formação de coágulos sanguíneos, o cancro ou a quimioterapia e a utilização de anticoncecionais podem ser determinantes para a ocorrência de um TEV. E, tal como associados a grande parte das doenças, temos outros fatores de risco como a obesidade, o tabagismo e o consumo excessivo de álcool que aumentam a probabilidade de sofrer um TEV.”

A campanha “APRENDA A IDENTIFICAR OS SINAIS E OS SINTOMAS DE UM TEV!”, organizada pela GESCAT “é constituída por uma AÇÃO DE GUERRILHA, que se vai realizar nos dias 12 e 13 de outubro, em Lisboa. Uma equipa de Mascotes em forma de trombo e Promotores com T-Shirts alusivas ao Dia Mundial da Trombose vão distribuir folhetos informativos e balões azuis e vermelhos (cores das artérias) junto da população para que esta possa fiquar a saber mais sobre as causas, os sintomas e as formas de prevenção do Tromboembolismo Venoso (TEV).

A trombose venosa profunda manifesta-se habitualmente através de um dos seguintes sintomas:

Inchaço no pé, tornozelo, perna ou braço (sensação de pele esticada), especialmente se ocorrer só num lado;

Dor, cãibra ou sensibilidade, frequentemente na barriga da perna;

Rubor ou descoloração evidente da perna ou do braço;

Perna quente ou com sensação de peso;

A embolia pulmonar é acompanhada de um dos seguintes sintomas:

Vertigens/tonturas;

Dificuldade inexplicável em respirar;

Batimento cardíaco irregular;

Dor no peito (especialmente quando respira profundamente);

Tosse com sangue.

O presidente do GESCAT esclareceu ainda sobre as principais medidas que podem ajudar a prevenir a trombose, levando em consideração os fatores de risco:

Manter o peso;

Ter uma alimentação equilibrada;

Praticar exercício físico regularmente;

Não ficar muito tempo imobilizado;

Evitar permanecer muito tempo sentado sem se movimentar;

Evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, principalmente se associado ao cigarro e ao uso de anticoncecionais;

Após uma cirurgia, voltar a movimentar-se;

Pacientes com história familiar devem ser orientados a usar meias elásticas e medicamentos.

A campanha “APRENDA A IDENTIFICAR OS SINAIS E OS SINTOMAS DE UM TEV!”, promovida pelo GESCAT no âmbito do Dia Mundial da Trombose, conta com o patrocínio da Leo-Pharma, da Bayer, da Daiichi-Sankyo e da Sanofi.

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