A Comissão Europeia decidiu atribuir mais 22,5 milhões de euros em ajuda humanitária ao Iémen, para além dos 87,5 milhões de euros que a União Europeia (UE) tinha anteriormente afetados para 2026. O valor que irá ser disponibilizado é justificado pela Comissão Europeia para ajudar o Iémen a fazer face às consequências da nova escalada do conflito e às necessidades críticas de milhões de pessoas.
O ambiente operacional está a dificultar cada vez mais a ajuda, no entanto a Comissão Europeia avaliou a situação e indicou que continua empenhada em prestar assistência humanitária em função das necessidades em todo o Iémen, em conformidade com os princípios da humanidade, neutralidade, imparcialidade e independência.
A Comissão Europeia indicou que a escalada militar contínua no Iémen já provocou deslocações em massa, aumentou o número de vítimas civis e perturbou ainda mais o acesso aos serviços essenciais e à assistência humanitária. Quase 230 mil pessoas foram deslocadas nas últimas semanas, enquanto milhões em todo o país continuam a enfrentar insegurança alimentar aguda, desnutrição e acesso limitado a cuidados de saúde e água potável.
Este ano, a assistência financiada pela UE tem respondido sistematicamente a necessidades humanitárias urgentes, com destaque para a segurança alimentar e a nutrição, a saúde, a água, o saneamento e a higiene, a proteção e outras intervenções que salvam vidas.
O novo apoio a Comissão Europeia referiu que irá permitir aos parceiros humanitários responder às necessidades crescentes, reforçar a capacidade operacional, pré-posicionar fornecimentos críticos e reforçar a preparação em caso de nova deterioração, com destaque para as pessoas mais vulneráveis, incluindo as famílias deslocadas, as mulheres e as crianças, as pessoas com deficiência e as comunidades marginalizadas.
A situação no Iémen é de uma das crises humanitárias mais graves e subfinanciadas do mundo. Após mais de uma década de conflito, colapso económico e deterioração dos serviços essenciais, 22,3 milhões de pessoas no Iémen necessitam de assistência humanitária e proteção. Cerca de 5,2 milhões de pessoas estão deslocadas internamente, enquanto mais de 2,2 milhões de crianças com menos de cinco anos sofrem de subnutrição aguda.
“O Iémen é mais uma vez apanhado na violência da guerra, enquanto a sua crise humanitária permanece em grande parte esquecida. As famílias não podem esperar por um cessar-fogo para colocar comida na mesa ou encontrar um local seguro para dormir. Os civis de todos os lados estão a pagar um preço terrível. Os ataques que matam civis e destroem hospitais, casas e serviços essenciais devem parar. Todas as partes devem respeitar o direito internacional humanitário e proteger os civis. O povo do Iémen não pode ser esquecido. A UE apoiá-los-á durante o tempo que for preciso”, afirmou Hadja Lahbib, Comissária Europeia para a Igualdade, Preparação e Gestão de Crises.
O conflito em curso no Iémen continua a ter um impacto devastador sobre os civis. As escaladas militares e os ataques que afetaram as infraestruturas civis, incluindo o aeroporto de Saná, as centrais elétricas e os portos do Mar Vermelho, causaram vítimas civis e perturbaram o fluxo de fornecimentos vitais. A interferência na prestação de ajuda continua a prejudicar gravemente a capacidade das organizações humanitárias de chegar às pessoas necessitadas.















