
Durante a visita a Beirute, a 9 de janeiro de 2026, a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o Presidente do Conselho Europeu, António Costa, reuniram com o Presidente da República do Líbano, Josef Aoun, e com o Primeiro-Ministro, Nawaf Salam, a quem manifestaram apoio às medidas decisivas tomadas pelo Governo do país para estabilizar a segurança e a economia consideradas essenciais para a recuperação e reconstrução do país.
“A Europa e o Líbano partilham profundas raízes mediterrânicas e uma longa tradição de intercâmbio, diálogo e cooperação. Partilhamos também um objetivo comum: a estabilidade, a segurança e a prosperidade dos nossos povos. Hoje, a nossa parceria é forte. E estamos prontos para a fortalecer ainda mais”, afirmou a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Da reunião ficou o compromisso da vontade União Europeia (UE) iniciar discussões sobre uma Parceria Estratégica e Abrangente com o Líbano. Os lideres europeus também consideraram que o progresso em reformas essenciais, incluindo a reforma do sector bancário e a modernização das instituições estatais, continua a ser fundamental e que contam com o apoio integral da UE.
Sobre a soberania e integridade territorial do Líbano, a Presidente da Comissão Europeia declarou que devem ser respeitadas, e que a UE continuará a dar o apoio que já vem de longa data às principais instituições de segurança do país, incluindo as Forças Armadas Libanesas, as Forças de Segurança Interna e a Segurança Geral.
Ursula von der Leyen também sublinhou que é fundamental garantir o completo desarmamento dos grupos armados não estatais em todo o território nacional e que só uma solução diplomática pode assegurar uma estabilidade regional duradoura. Assim, o acordo de cessar-fogo de 27 de novembro de 2024 com Israel deve ser integralmente implementado e respeitado por ambas as partes.
Depois de maio de 2024, Ursula von der Leyen ter anunciado um pacote de mil milhões de euros para apoiar a estabilidade, a recuperação e as reformas do Líbano. Os primeiros 500 milhões de euros para 2024 a 2025 foram aprovados em agosto de 2024 e destinados ao apoio ao acesso a serviços básicos, segurança e gestão das fronteiras, reformas da governação, resiliência do setor privado e recuperação sustentável pós-conflito. Sobre os restantes 500 milhões de euros para 2026 a 2027 foi indicado que estão atualmente em fase de preparação.













