Empreendedorismo na Diáspora Portuguesa

O paradigma inovação e empreendedorismo coloca-se como impulsionador das economias. Daniel Bastos, neste seu artigo, dá-nos conta desse paradigma na comunidade portuguesa no estrangeiro, e apresenta o exemplo do projeto “Acervo do Café”.

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Daniel Bastos, Historiador e Escritor
Daniel Bastos, Historiador e Escritor. Foto: DR

Cada vez mais encarado como a chave para o futuro, o empreendedorismo é a palavra de ordem em Portugal e no Mundo, e veio para ficar. Dos estudantes aos empresários, dos jovens desempregados aos de longa duração, da escola à empresa, dos docentes aos decisores económicos, políticos e sociais, a ideia chave é a mesma: é fundamental fortalecer e disseminar uma cultura empreendedora.

Este novo olhar universal, alicerçado no conhecimento e na inovação, na promoção e construção de ideias, na avaliação de oportunidades, na mobilização de recursos, na assunção de riscos e na concretização de iniciativas diferenciadas e de sucesso, tem implementado novos negócios, empresas e projetos que têm dinamizado e impulsionado as economias dos países.

Portugal não foge à regra. O nosso país apresenta na atualidade, ao nível do empreendedorismo, muitos e bons exemplos de casos de sucesso que através da sua capacidade de iniciativa, risco e novas tecnologias, criam os seus próprios projetos que vão dando cartas inclusive além-fronteiras. Um desses mercados, que pelas suas inúmeras potencialidades começam a captar a atenção dos empreendedores lusos, é o da Diáspora Portuguesa, o chamado “mercado da saudade”, formado por milhões de portugueses a viver no estrangeiro.

Um desses exemplos e potencialidades está a ser dinamizado nos últimos anos através do Acervo do Café, um projeto singular ligado ao café, um produto que faz parte indelevelmente da cultura portuguesa, e que foi fundado em 2016 pelo emigrante colecionador e empreendedor luso-suíço Manuel Guedes.

Projetado inicialmente como um acervo museológico de enorme relevância para a história do café português, motivado pelo espirito de colecionador, propensão que esteve na base da compra ou doação de documentos e objetos que estabelecem a relação entre Portugal e o café ao longo do tempo. Encontra-se já no horizonte próximo do Acervo do Café a comercialização de um “Blend” e a efetivação da marca numa perspetiva comercial, em estreita ligação com as comunidades portuguesas, através da elaboração de um produto assente nas características únicas e diferenciadoras do café expresso luso, um produto de eleição dos portugueses espalhados pelo mundo.

Autor: Daniel Bastos, Historiador e Escritor.

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