MATOSINHOS globalmente negativo

Narciso Miranda e Luísa Salgueiro na peça “O poder” que se mantém em cena ao longo do tempo, em Matosinhos. Personagens e peça descritos, por Joaquim Jorge, fundador do Matosinhos Independente, neste seu artigo de opinião.

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Jorge Biólogo, fundador do Clube dos Pensadores e de Matosinhos Independente
Jorge Biólogo, fundador do Clube dos Pensadores e de Matosinhos Independente. Foto: DR

Uma coisa é ouvir-se dizer que Narciso Miranda está feito com Luísa Salgueiro e que a apoia. Contudo, nunca liguei ao diz que disse, mas como escrevi um artigo no Jornal de Matosinhos sobre a Aliança MC (Marcelo-Costa), apercebi-me ao folhear o jornal de Matosinhos de um artigo de Narciso Miranda “Balanço globalmente positivo” e reparei que se estava a referir ao executivo da CM Matosinhos. Conheço Narciso Miranda há muitos anos, trato-o por tu, tenho estima e consideração por ele, mas não esqueço a sua forma de ser e de estar e as suas raízes socialistas.

Nada que me espante! Sempre disse e reafirmo que em Matosinhos o PS está há 44 anos no poder, quer por dentro, quer por fora, isto é, concorrendo pelo PS ou como o socialista independente Guilherme Pinto.

Narciso Miranda tudo fez para destruir o PS em Matosinhos, depois de ser preterido, agora, tudo faz para voltar ao seu seio.

Isto prova que o Matosinhos Independente está no bom caminho. Todos amigos, todos juntinhos, com medo de perderem o poder. O PS com amigos destes não vai longe. Esta aliança, quanto a mim, mostra à saciedade que o conta é manter o poder, a qualquer custo nem que para isso se façam piruetas. O problema é que a política não é ballet, as pessoas estão cansadas deste tipo de comportamentos. É um déjà vu.

Matosinhos precisa, de uma vez por todas, de separar as águas do seu mar. Escolher entre o antigo e o novo e futuro. Escolher entre os mesmos de sempre e outros bem diferentes. Escolher entre o mal que se conhece e o bem que se deve conhecer. Luísa Salgueiro foi vereadora de Narciso Miranda. Actualmente, Narciso Miranda é vereador da oposição.

Narciso Miranda foi vereador do 1.º presidente da Câmara Mário Moreira Maia em 1976, depois presidente da Câmara de 1979 a 2001 inclusive. Concorreu contra Guilherme Pinto em 2009 e perdeu sendo vereador da oposição, a seguir, concorreu contra Luísa Salgueiro em 2017 e perdeu, sendo vereador da oposição.

Luísa Salgueiro, em 1997, foi vereadora de Narciso Miranda, em 2001 foi, de novo, vereadora de Narciso Miranda. Luísa Salgueiro em 2005 abandonou Narciso Miranda e passou-se para Guilherme Pinto que concorreu pelo PS. Como já acumulava o cargo de vereadora sem pelouro com o cargo de deputada em 2009 ficou só deputada. Em 2013 apoiou António Parada que concorreu pelo PS contra Guilherme Pinto independente e perdeu as eleições, mas continuou deputada. Sinceramente acho que já chega…

O referido artigo é um cardápio de elogios e justificações da acção executiva. Nem uma referência aos casos mais mediáticos. Narciso Miranda com a idade está com lapsos de memória.

Uma das marcas desta Câmara de Matosinhos é nunca estar à hora certa, no local certo para resolver os problemas. Esta Câmara tem um comportamento erróneo quanto às infra-estruturas do concelho. Deve-se como prioridade zelar por tudo que é público para a maioria da população poder usufruir.

Matosinhos pela falta de liderança está enxameado de casos: Hotel, Escultura, Realidade Social, Ralf Park, Lar do Comércio, Matosinhos Sport, Permuta de Terrenos, Número elevado de infectados de Covid-19, Subsídios atribuídos sem critérios transparentes, entre outros.

Matosinhos tem que se afirmar como um concelho preponderante da Área Metropolitana do Porto e não andar a reboque de outros concelhos. E, deixar de ser notícia com casos que estão a ser averiguados pela justiça. Isso é péssimo e dá uma má imagem. Matosinhos não é do PS e seus muchachos.

Matosinhos é de todos os matosinhenses gostem de política ou não, tenham cartão de militante ou não, mesmo de todos sem diferenciação ou descriminação.

Matosinhos precisa de pouco e bem feito. Não prometer o que não se possa cumprir. Matosinhos deve ter um dia-a-dia com qualidade de vida: pagar menos IMI, pagar menos pela água, ruas limpas e sem buracos, recolha de lixo eficiente, protecção policial, zonas verdes e jardins limpos e asseados, transportes públicos capazes. Para além disso, escolas em boas condições para acesso a todos. Um bom ensino público esbate as desigualdades e permite o acesso de quem tem menos posses. A saúde nos tempos de correm tem que ser uma prioridade. Só depois as festas.

Não é possível na nossa casa andarmos a fazer bailaricos e faltar-nos coisas essenciais para vivermos! Matosinhos é o município em que as suas taxas são mais altas. Matosinhos não aplica o IMI familiar e não contempla desconto no IRS.

Matosinhos não pode estar transformado numa comissão de festas e comité eleitoral. Tem uma mobilidade horrível. O pior cartão de visita de Matosinhos é a Rotunda dos Produtos Estrela. O melhor cartão de visitas é o mar e as suas praias, os restaurantes. Já chega de poder há 44 anos PS.

Tem a palavra as gentes de Matosinhos.

Autor: Joaquim Jorge, Biólogo, fundador do Clube dos Pensadores e de Matosinhos Independente

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